segunda-feira, agosto 31, 2009

Costoletas de Borrego com Batatinhas Paprika


Este saboroso jantar resultou muito bem e não tem nada de saber. Não é bem uma receita, mais um lembrete de uma possivel refeição simples mas composta! :) Em vez dos clássicos grelos ou nabiças cozidas, utilizei uma couve que nunca tinha visto antes, mas que comprei na secção dos biológicos, e que se chama couve-japonesa. Faz lembrar os grelos mas com as folhas mais delicadas e não tão amarguinhas. Gostei muito!

Temperar as costoletas de borrego, devidamente arranjadas com sal, pimenta, sumo de limão, louro, tomilho seco e alho picadinho, o que normalmente faço de véspera.

Enquanto grelho as costoletinhas, faz-se tudo o resto: pus as couves arranjadas e lavadas a cozer em água fervente com sal, durante uns 8 a 10 minutos (tenho sempre cuidado para que não cozam demais, pois não gosto nada de legumes amarelados com excesso de cozedura!). Simultaneamente coloquei durante 20 minutos as batatas cortadas em cubinhos e polvilhadas com paprika na Actifry, com duas colheres medida de óleo.

Um brinde


Ufffaa .... desde sexta que ando numa roda-viva, cheia de vontade de vir cá dar noticias mas com as coisas a acontecerem a uma velocidade que não deixa pensar! O fim de semana foi cheio de emoções fortes (com uma mudança de móveis pelo meio!) e apesar de ter sido de fugidia para mim, tive muito gosto em comparecer ao famoso encontro de blogueiras em Lisboa, que será um marco muito especial na história do OE. Gostei muito de conhecer e associar caras a blogues e acima de tudo partilhar ao vivo e a cores esta paixão que temos em comum, pela celebração da comida e de tudo em torno desta. Um brinde com sabor a kiwi (?) muito especial para a Ameixinha, que moveu mundos e fundos para reunir tanta gente numa tarde bem passada, com cheiro a Verão e a gelados de fruta.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Iogurtes de Limão


Ainda não tinha tido oportunidade de postar nada sobre iogurtes, pois apesar de os fazer há alguns meses, andei em experiências e mais entretida a comê-los do que a escrever sobre eles. A verdade é que após ler inúmeros posts e artigos sobre os iogurtes caseiros, e porque sou, sempre que o tempo me permite, adepta de que tudo o que é homemade é o melhor que posso comer e oferecer à minha familia, decidi lançar-me nessa odisseia. O facto é que nem chegou a ser grande odisseia, pois a simplicidade do processo é surpreendente. Como muitas outras técnicas de cozinha, quando se toma o jeito "é zástráspás". Faço os iogurtes com a iogurteira, que foi das melhores compras que fiz ultimamente, no entanto, há quem os faça de forma alternativa, no forno ou abafando com uma manta térmica o copo ou recipiente onde a mistura de iogurte foi feita, deitando-os posteriormente em copinhos apropriados. A Patanisca é uma das mestras dos iogurtes e no seu blog encontrarão montes de receitas deliciosas, como este ou este iogurte. Muitas de vós já o sabem, mas simplesmente vos digo que é viciante fazer iogurtes em casa, pois o sabor não tem nada a ver com os de compra e as combinações possiveis são inúmeras.

-800 gr. de leite
- 50 gr. de leite em pó magro (1/2 copinho Bimby)
- 60 gr. de açúcar (quantidade variável,segundo o gosto de mais ou menos doce)
- casca de 1 limão grande
- 1 iogurte cremoso de limão
- 1 clh. café de aroma de limão (opcional)

Versão Bimby: Colocar no copo da Bimby o leite com a casca do limão e aquecer 8 min., 90º, clh. inversa. Deixar que a temperatura desça até aos 50ºC e nessa altura retirar as cascas e limão, juntar os restantes ingredientes e misturar 15 segs. vel.4. Colocar nos copinhos da iogurteira cerca de 8 a 10 horas (normalmente deixo a noite inteira) ou seguir outro método alternativo.

Versão Tradicional: Ferver o leite com a casca de limão. Deixar arrefecer até ao ponto em que se suporte a temperatura do leite no interior do pulso, retirar as cascas do limão e juntar os restantes ingredientes. Misturar tudo com um batedor de varas ou com a varinha eléctrica. Colocar nos copinhos da iogurteira entre 8 a 10 horas ou seguir outro método alternativo.

terça-feira, agosto 25, 2009

Delícia de Suspiro com Alperces


Fiz esta sobremesa num ápice, em cerca de meia hora. Com os suspiros de compra, não há mesmo nada mais fácil. Com os alperces fica muito bem, mas consigo imaginar uma dúzia de frutos que sirvam de alternativa, como os pêssegos, morangos ou manga. Receita daqui.

- 3 folhas de gelatina
- 500 g de alperces frescos (bem maduros)
- 4 dl de
natas
- 200 g de suspiros (tipo dedo de dama)

Demolhar as folhas de gelatina em água fria. Lavar os alperces e retirar-lhes o caroço. Cortar cerca de 1/3 dos alperces em pedacinhos e triturar o resto com a varinha. Bater as natas até estarem bem espessas. Escorrer a gelatina e derretê-la no micro ondas ou com um pouco de água a ferver. Juntar a gelatina às natas e de seguida misturar metade com o puré de alperces. Numa tarteira alta de louça ou de vidro dispôr uma camada de suspiros. Por cima espalhar parte dos alperces em pedaços e cubrir com uma camada de natas simples e outra da mistura de natas e alperces. Repetir até esgotar os ingredientes. Levar ao frigorífico para refrescar.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Pão Saloio (Bolinhas)


Há algum tempo atrás nem me passava pela cabeça fazer pão de manhã num dia de semana de trabalho, como foi o caso destes. Bem, não me passava pela cabeça fazer pão em casa sequer! Com a ajuda da máquina do pão, da batedeira ou de uma Bimby, o processo é verdadeiramente simples! Os bimbinhos da foto resultam da receita do livro-base da TM31, mas no blog da Luisa Alexandra, há além destas, a versão para a máquina de fazer pão. Já ninguém tem desculpa para não fazer pão em casa!

Ingredientes:

- 330 gr. água
- 2 clh. chá de sal
- 1 saqueta de fermipan ou 40 gr. de fermento fresco
- 500 gr. de farinha

Preparação na Bimby: Colocar no copo a água e o sal e programar 2 mins., temp. 37º em vel.2. Juntar metade da farinha e o fermento. Misturar 8 segs. vel.6. Juntar a restante farinha e amassar 2 min., vel.espiga. Deitar num recipiente untado com azeite e deixe levedar até duplicar de volume. Moldar bolinhas, salpicá-las levemente de farinha e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone, também este polvilhado com farinha. Levar ao forno a temperatura 220ºC.

Preparação Manual: Numa tigela misturar a farinha com o fermento seco. Se utilizar fermento fresco, dissolvê-lo com as pontas dos dedos na farinha, como se estivesse a fazer um crumble. Dissolver o sal na água morna e de seguida verter sobre a farinha. Com uma mão segurar a tigela e com a outra misturar os ingredientes, até que a massa começe a formar-se, cerca de 2 a 3 minutos. Com a ajuda de uma espátula, disponha a massa na superficie onde a vai trabalhar e amassar, até se obter uma massa elástica e lisa. No inicio estará peganhenta, mas resista a juntar-lhe mais farinha, pois ela irá á medida que é amassada, ganhar consistência. Formar uma bola e deixar a repousar cerca de uma hora, numa tigela salpicada com farinha e tapada com um pano, até que a massa duplique de volume. Moldar bolinhas, salpicá-las levemente de farinha e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone, também este polvilhado com farinha. Levar ao forno a temperatura 220ºC.

Preparação na batedeira fixa (gancho de amassar): Colocar a farinha na taça da batedeira e misturar o fermento seco, ou em alternativa, o fermento fresco, dissolvendo-o com as pontas dos dedos na farinha, como se estivesse a fazer um crumble. Colocar a batedeira na velocidade mais baixa, adicionando o sal e depois a água. Misturar 2 minutos e aumentar a velocidade para o nivel seguinte. Amassar cerca de 8 minutos, até que a massa se apresente firme e lisa. Formar uma bola e deixar a repousar cerca de uma hora, numa tigela salpicada com farinha e tapada com um pano, até que a massa duplique de volume. Moldar bolinhas, salpicá-las levemente de farinha e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone, também este polvilhado com farinha. Levar ao forno a temperatura 220ºC.



* Versão manual adaptada a partir da técnica descrita no livro "Dough", de Richard Bertinet.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Camarão com Tequila Laranja


Esta receita da Gasparzinha faz um 2-em-1. Por um lado, responde ao desafio lançado pela Amehlia já faz algum tempinho. Por outro lado veio mesmo a propósito dos poucos ingredientes que cá tinha em casa, após regresso de férias e sem ter ainda ido às compras. Tinha trazido uma caixa de camarão congelado, tinha laranjas, não tinha limas mas tinha limão, tinha Tequila em casa... a festa está feita, pensei eu!!! Só vos digo, as minhas papilas gustativas deliciaram-se com esta refeição tão cítrica! O molho com o sumo de laranja e a manteiga caramelizam a cebolinha picada que por cima dos camarões fica a matar.

Camarão Tequila Laranja:

- 800 gr. de camarão grande com casca (peso antes de descongelado)
- 2 clh.. sopa de azeite
- raspa da metade de um limão
- 2 dentes de alho
- sal e pimenta
- sumo de 1 laranja
- 30 ml. de tequila
- 1/2 cebola
- 1 clh. sopa de manteiga

Descascar o camarão (aproveitei as cascas e cabeças para fazer um fumet e congelar, o que servirá de caldo de marisco em futuros pratos de peixe ou marisco). Levar o camarão a marinar no azeite, juntamente com 1 dente de alho picadinho, a raspa do limão, sal e pimenta. Colocar no frigorifico e deixar cerca de 1 hora.

Para fazer o molho na bimby: Colocar no copo a cebola e o outro alho e picar 5 seg. vel 5. Juntar o sumo de laranja e a tequila e programar 8 mins, temp 100º, vel 4. Sem temperatura, adicionar a manteiga e misturar 4 seg, vel 3. Rectificar de sal e pimenta.

Para fazer o molho no fogão: Colocar num pequeno tacho a cebola e o alho bem picadinhos, o sumo de laranja, a tequila. Ferver em lume médio até reduzir e cozinhar cerca de 8 minutos até que encorpe, mexendo de quando em quando. Retirar do lume (é importante, pois desta forma a manteiga não quebra e o molho fica mais cremoso), juntar a manteiga, envolver e manter quente.

Saltear os camarões num tacho untado com azeite, em lume alto, cerca de 4 minutos, até ficarem rosados. Servir os camarões com o molho de laranja-tequila e servir com o arroz de cominhos do No Soup ou à falta deste, com massa cozida com cominhos :)

Massa Cozida com Cominhos

Cozer 250 gr. de massa macarrão da forma tradicional, temperando a água com cominhos, azeite e sal. Opcionalmente, cozer na Bimby: colocar no copo 800 gr. de água, um fio de azeite, 1 c. de chá de sal e 1/4 de uma colher de chá de cominhos. Programar 8 Min. Varoma, Vel.1. Com a Bimby parada, deitar a massa pelo bocal e programar 7 Min., Temp.100, Colher Inversa.

Notas: Fiz algumas alterações, pois não utilizei a pimenta jalapeno nem o Tabasco, como fez a Gasparzinha, e ao invés de lima usei limões.


E agora passo a postar o selinho do desafio "Vamos trocar receitinhas?", bem como as regras do mesmo:

1. Postar o selinho indicando o blog que está promovendo o desafio;
2. Postar as regras;
3. Indicar também cinco outros blogs que não tenham sido indicados;
4. Escolher uma receita. Fazer. Postar e indicar o nome do blog de origem da receita;
5. O blog escolhido pode ser da sua lista de indicação (ou da lista em que você foi indicado, fique à vontade).



Conto com as vossas participações:

- Lenisa

- Mary

- Rose

- Martuxa

- Edinha


domingo, agosto 16, 2009

Bacalhau Assado na Brasa


Olá meus amigos! Estou de regresso após umas revigorantes férias passadas na companhia da minha familia, ainda a preparar-me e a adaptar o corpo e a mente para a mudança de ritmo e a labuta que se aproxima. Em termos gastronómicos não fiz nada de especial. A minha filha ainda aqui em Lisboa antes de irmos já dizia que uma das coisas que gostava no Algarve era aquela "frigideira" grande onde o papá fazia a comida (referindo-se ao braseiro). De facto o maridão gosta e tem paciência para acender brasas quase todos os dias, portanto os grelhados foram reis e senhores dos jantares estivais. Aproveitámos os bons peixes e mariscos do sul e a coisa andou pelas douradas, os besugos (estavam enormes!!), as sardinhadas, os camarões, as saladinhas de lulas ou polvo, ameijoas. Não faltou também uma boa picanha e uns entrecostos assados, ou seja, tratámo-nos muito mal, como podem calcular!!! Tudo devidamente acompanhado com saladinhas bem temperadas, com sal grosso e oregãos. Não poderia faltar o mítico bacalhau assado na brasa, uma receita emblemática dos nosso verões algarvios e aprendida com a minha tia-avó. Não tem nada que saber, mas acontece que depois de estarem assadas as postas, desfiamos em lascas e juntamos-lhes doses generosas de azeite do bom fervido préviamente com rodelinhas de alho picado. Com uma boa batata cozida com casca, salada com pimento verde assado e uma cervejinha a acompanhar, é fácil perdermo-nos na lassidão do ócio e no conforto destes paladares puristas, tão ao meu gosto.