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quarta-feira, julho 22, 2009

Peixe Agridoce


De vez em quando canso-me dos mesmos paladares, do mesmo vira-o-disco e toca o mesmo que se instala na minha cozinha, por força de exigências infantis e horários apertados. Já andava com saudades de comer agridoce e lembrei-me desta receitinha 100% oriental. Um telefonema ao papá para confirmar pormenores, claro está, e mãos à obra. Nada melhor para fugir à rotina de sabores.

Ingredientes:

- 2 peixes com cerca de 400 gr. cada (utilizei cantaril) e frescos de preferência.
- 1 cebola média
- 1 alho-francês (parte verde)
- 2 cenouras
- gengibre fresco cortado em rodelas
- sal, pimenta branca e gengibre em pó
- 3 colh. sopa de molho de soja
- farinha de milho q.b.

Para a base do molho:

- 3 colh. sopa de água
- 2 colh. de sopa molho de soja
- 5 colh. de sopa de polpa de tomate
- 3 colh. sopa de vinagre
- 2 colh. sopa de açúcar

- 2 colh. sopa de farinha de milho (ou maisena)
- 1 colh. de chá de gengibre em pó



Uma vez limpo e escamado o peixe, temperar com sal, pimenta branca e o gengibre em pó e salpicar com o molho de soja.

Cortar a cebola em quartos e depois transversalmente cada quarto, em pedaços largos. Cortar o alho-francês em rectângulos e a cenoura em tiras. Cortar o gengibre em rodelas e reservar.

Preparar o molho, que mais não é do que misturar todos os ingredientes e reservar.

Passar o peixe pela farinha de milho, prensando para que agarre bem e levar a fritar numa frigideira larga, com o óleo previamente aquecido. Quem não quiser optar por este meio de confecção, poderá cozer o peixe em vapor. O resultado final não ficará mal, muito embora a fritura da farinha de milho dê-lhe um crocante extra muito saboroso. Esta questão dos fritos não há nada a fazer, comida chinesa é assim mesmo.

Num wok aquecer óleo suficiente para cobrir a superficie e saltear os legumes, cerca de 8 minutos, mexendo sempre, para que alourem por igual sem ficar com pontas ou partes queimdas, e até que fiquem tenros. Juntar então o molho feito e mexer, até que engrosse, em lume mais baixo e para que os legumes terminem de cozer no molho. Rectificar temperos, sendo nesta altura que se faz vontade ao nosso gosto particular: se gostamos do molho mais doce, acrescentamos açúcar, se mais ácido, adicionamos mais vinagre, se estiver muito grosso acrescenta-se mais água. Nesta questão já não posso definir mais medidas, mas posso dizer que com as quantidades que pus ficou um sweet-and-sour muito soft, para agradar a todos cá em casa.


Se preferirem optar pela versão simplificada, em vez de usar o peixe inteiro façam com cubos ou medalhões de peixe sem peles nem espinhas. Tenciono em breve postar essa versão.

segunda-feira, julho 21, 2008

Arroz Especial

Photobucket

Adorei este arroz! Fiz para acompanhar uma carne assada sem nenhum sabor de especial e ele acabou por tornar-se a estrela da refeição. Pus todas as especiarias em menor quantidade, por causa das miudas, e mesmo assim ficou excelente, imagino se tivesse respeitado as quantidades!

- 2 chávenas de arroz (de preferência basmati)
- 800 gr. de leite de côco
- 2 chávenas de água
- 1 c. chá de sal
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- 2 c. sopa de óleo de amendoim
- 4 c. sopa de gengibre fresco ralado (se não tiver, usar em pó)
- 1 malagueta
- 2 c.sopa de sementes de papoila
- 1 chávena de castanhas de caju
- 6 cravos-da-índia
- 1 c. chá de canela em pó
- 2 c. chá de caril em pó

Cozer o arroz no leite de côco com a água (o arroz fica muito cremoso), cerca de 20 minutos. O arroz deve ficar tenro e o liquido absorvido. Temperar de sal e mexer. Aquecer o óleo num wok e saltear a cebola e o alho picados, bem como o gengibre ralado. Adicionar o piripiri, as sementes de papoila, o caju, os cravos-da-india, a canela e o caril em pó e saltear cerca de 30 segundos, até as especiarias libertarem os seus aromas. Asseguro que estes aromas são inebriantes, deu-me vontade de provar na hora! Juntar o arroz e saltear até ficar tudo bem misturado.

Sugestão: Acho que com
isto deve ficar muito bem...

Fonte: "Caras Especial Boa Mesa - Requientes Asiáticos", Ed. Abril

quarta-feira, março 12, 2008

Porco com ananás e castanhas de água


Na falta de cajú cá em casa, utilizei castanhas de água neste prato. Adoro a textura das castanhas de água, pois é quase como a minha filhota diz, parece que estamos a comer pipocas estaladiças juntamente com o resto da comida...

-0,5 Kg carne de porco cortada em tiras
- 1 lata de ananás em calda
- 1 lata de castanhas de água (ou caju)
- farinha maisena, pimenta, molho de soja, gengibre ralado

Temperar a carne com cerca de uma colher de sopa de maisena, pimenta, molho de soja e o gengibre. Saltear num pouco de óleo a carne e regar com metade da calda do ananás. Juntar o ananás cortado em pedaços e escorrido. No fim juntar as castanhas de água cortadas ao meio (ou o caju, caso optem por este) e saltear mais alguns minutos. Acertar o sal e a pimenta. Decorar com cebolinho picado.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Chop suey de vaca e legumes


Bem, antes de lerem esta receita façam-me um favor... esqueçam os chop suey que experimentaram nalgum restaurante chinês, salvo seja algumas benditas excepções. Isto não tem nada a ver, mas é assim que o meu pai, os meus tios, as minhas primas fazem. Ao invés de uns bocados de carne e de alguns legumes ensopados num molho de conteudo completamente artificial, uma vez que normalmente abusam do monoglutamato de sódio nalguns sitios, e que sabem tudo ao mesmo, é suposto o chop suey ter sabor a legumes, crocantes, estaladiços, cada um no seu lugar, e como podem ver na foto, é definitivamente mais sequinho. Em cada garfada deve-se conseguir distinguir o sabor de cada legume, e não duvidem, o chop suey não tem regras quanto ao que pode levar, o tipo de carne é à escolha e os vegetais também. Para me orientar, o que costumo fazer é guiar-me pelas cores dos vegetais, quanto mais colorido melhor. Hesitei em postar esta receita, porque parece simples, mas não acho que seja, após tantas e tantas tentativas de fazer como me ensinaram. Cada legume tem um tratamento diferente: se escaldamos a cenoura uns 5 minutos, o feijão verde já pede um pouco mais, mas o brócolo menos. É delicado, exigente e não garanto que saia bem à primeira. Já lhes perdi a conta (às tentativas) e com alguma vergonha confesso que nem sempre honram os ensinamentos dos meus queridos familiares chineses. Este que fiz tem como rei da festa o pimento vermelho e o feijão verde, e ficou bastante aceitável, mas as possibilidades são infinitas: rebentos de soja, milho, castanhas de água, rebentos de bambú, cogumelos, amêndoas, pimentos, brocolos, couve, etc etc etc... Como é salteado e leva carradas de legumes, é bem mais saudável do que as pessoas pensam. Vão precisar de algum tempo e paciência para a coisa correr bem. Outro pormenor importante: ao saltear, o wok tem de estar permanentemente muito quente, e tem de se ouvir o crepitar dos legumes, saltitando alegremente sob a orientação da nossa espátula, para que fiquem gostosos e brilhantes.

- 300 gr de carne de vaca cortada em pequenas tiras fininhas (cortar no sentido contrário aos veios da carne)
- 1 lata pequena de milho cozido
- 1 cenoura grande ou 2 médias
- 1 cebola grande
- 4 dentes de alho picados
- 1 c. sopa de tirinhas de gengibre fresco (se não tiverem, usar gengibre em pó)
- 150 gr. feijão verde
- 1 pimento vermelho
- molho de soja q.b.

- 1 c. sopa de maisena
- sal, pimenta branca q.b.

Temperar a carne, já cortada em tiras, com o sal, maisena, gengibre, pimenta branca e molho de soja.
Escaldar em água a ferver: a cenoura cortada ao meio, longitudinalmente (5 minutos), o pimento vermelho cortado ao meio, tb. em comprimento ( 5 minutos) e o feijão verde (10 minutos). Escorrer muito bem os legumes. Cortar em pequenos rectângulos o pimento. Cortar em tiras finas a cenoura. Cortar o feijão verde em pequenos losangos. Cortar a cebola em pequenas fatias (meia lua).


Aquecer muito bem um wok, untado com óleo (não é preciso muito, não queremos os bem intencionados legumes encharcados em gordura!). Para encurtar tempo, vamos saltear os legumes dois a dois. Esta questão só se torna importante porque o wok , se estiver muito cheio de comida, acaba por não ter calor suficiente para fazer os legumes estalarem, daí que é tudo salteado à vez. De cada vez que se mudar os vegetais, unta-se novamente o wok com óleo. Saltear a cebola juntamente com o alho. Retirar e saltear a cenoura com o pimento. Retirar e saltear o feijão verde com o milho. No fim misturo tudo e salteio mais um pouco para os vegetais ficarem bem distribuidos. Dispor numa travessa e reservar.

Por fim, saltear a carne. Uma vez que está cortada em tiras fininhas, em principio vai cozer rápidamente, mas é óbvio que demora mais tempo na frigideira que os legumes. Se secar muito, juntar ou mais óleo ou um pouco de água. O molho de soja vai-se diluir com o óleo e com os sucos da carne, e esta sim, deve ficar mais "molhada". Isto já depende do olho de cada um, não tenho medidas certas. Dispor a carne por cima dos legumes. O molho, que não deve ser em excesso, vai-se igualmente espalhar pelos legumes, dando-lhes o toque do shoyu. Enfeitar com salsa ou coentros picados, conforme o gosto e servir com arroz branco.