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segunda-feira, maio 03, 2010

Pão para Sandes na MFP


De todas as máquinas adquiridas nos últimos tempos, a que me dá mais luta, e já tem perto de 2 anos, é sem dúvida a máquina de fazer pão. Volta e meia faço pães bastante razoáveis, mas normalmente acabo por recorrer à segurança das misturas de farinhas preparadas para o efeito e intriga-me como arranjar alternativas a estes pacotes com alguns ingredientes de nome estranho e preços pouco convidativos. Nunca me atrevo a arriscar muito além de variações nas quantidades, pois se há coisa que deteste é desperdício e nada me enerva mais do que meio quilo de farinha a ir para o caixote de lixo (felizmente ainda não aconteceu!). Para ser franca, os melhores pães feitos lá em casa até agora têm sido feitos na Bimby, pois sinto que controlo melhor o processo e como são feitos no forno, ficam mais do meu agrado. No entanto, como máquina que vai lá para casa é para ser usada, a MFP acaba por se tornar mais prática no dia-a-dia, porque programo-a para amassar, e quando me levanto é só moldar as bolinhas ou mesmo inteiro e forno com ele.

Para o consumo habitual lá em casa e porque as miúdas gostam, faço muito a clássica mistura de uma quantidade de farinha das da Nacional (Caseiro ou Rústico) com farinha de trigo ou centeio simples, partindo sempre das quantidades descritas no pacote: 320 ml de água para 500 gramas de farinha, adicionando uma colher de chá de fermento seco para compensar a farinha de trigo ou centeio adicional. Nunca entendi de que forma seleccionamos o peso do pão ou qual o programa mais adequado, já que a minha máquina, uma Clatronic, tem um livro de instruções sem uma tabela dos tempos correspondentes a cada fase dos programas. Ou seja, se por acaso vejo uma receita, num blog ou site, para outra MFP, nunca sei qual o programa correspondente na minha. Básicamente é ir por tentativas, mas suponho que quem tem de ter pão pronto às 7 da manhã nem sempre anda com motivação para grandes experiências!

Este pão que fiz, programado de noite para estar pronto para o pequeno-almoço, ficou perfeito, o que até me deixou surpreendida! Se me perguntarem porquê, não sei explicar, apenas usei o programa "Sandes" em vez do "Normal" e porque calhou, percebi apenas que é mais longo. Resultado: um pão tipo forma, com uma crosta fina mas estaladiça, um interior branquinho e muito fôfo, um pão que faz lembrar os Bimbos ou Panricos mas sem o sabor a plástico, que me pôs um sorriso de orelha a orelha. Ideal, portanto, para a criançada tomar um rico pequeno-almoços e levar para a escola . Este vou passar a fazer, usando por enquanto a farinha da Nacional "Pão Caseiro", mas só até ao dia em que conseguir arranjar uma combinação caseira que substitua esta. Se tiverem sugestões, são muito bem recebidas :)

É muito simples. E não é uma receita... apenas uma partilha de uma combinação que resultou particularmente bem.

- 320 ml. de água
- 400 gr. de farinha Nacional "Pão Caseiro"
- 100 gr. de farinha de trigo tipo 55
- 1 clh. chá de fermento seco


Colocar na cuba da MFP pela seguinte ordem: água, farinhas previamente misturadas e o fermento seco, tendo o cuidado deste não ficar em contacto com a água, se for o caso da MFP ficar programada. Seleccionar o Programa "Sandes" (na Clatronic) ou equivalente.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Pão Saloio (Bolinhas)


Há algum tempo atrás nem me passava pela cabeça fazer pão de manhã num dia de semana de trabalho, como foi o caso destes. Bem, não me passava pela cabeça fazer pão em casa sequer! Com a ajuda da máquina do pão, da batedeira ou de uma Bimby, o processo é verdadeiramente simples! Os bimbinhos da foto resultam da receita do livro-base da TM31, mas no blog da Luisa Alexandra, há além destas, a versão para a máquina de fazer pão. Já ninguém tem desculpa para não fazer pão em casa!

Ingredientes:

- 330 gr. água
- 2 clh. chá de sal
- 1 saqueta de fermipan ou 40 gr. de fermento fresco
- 500 gr. de farinha

Preparação na Bimby: Colocar no copo a água e o sal e programar 2 mins., temp. 37º em vel.2. Juntar metade da farinha e o fermento. Misturar 8 segs. vel.6. Juntar a restante farinha e amassar 2 min., vel.espiga. Deitar num recipiente untado com azeite e deixe levedar até duplicar de volume. Moldar bolinhas, salpicá-las levemente de farinha e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone, também este polvilhado com farinha. Levar ao forno a temperatura 220ºC.

Preparação Manual: Numa tigela misturar a farinha com o fermento seco. Se utilizar fermento fresco, dissolvê-lo com as pontas dos dedos na farinha, como se estivesse a fazer um crumble. Dissolver o sal na água morna e de seguida verter sobre a farinha. Com uma mão segurar a tigela e com a outra misturar os ingredientes, até que a massa começe a formar-se, cerca de 2 a 3 minutos. Com a ajuda de uma espátula, disponha a massa na superficie onde a vai trabalhar e amassar, até se obter uma massa elástica e lisa. No inicio estará peganhenta, mas resista a juntar-lhe mais farinha, pois ela irá á medida que é amassada, ganhar consistência. Formar uma bola e deixar a repousar cerca de uma hora, numa tigela salpicada com farinha e tapada com um pano, até que a massa duplique de volume. Moldar bolinhas, salpicá-las levemente de farinha e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone, também este polvilhado com farinha. Levar ao forno a temperatura 220ºC.

Preparação na batedeira fixa (gancho de amassar): Colocar a farinha na taça da batedeira e misturar o fermento seco, ou em alternativa, o fermento fresco, dissolvendo-o com as pontas dos dedos na farinha, como se estivesse a fazer um crumble. Colocar a batedeira na velocidade mais baixa, adicionando o sal e depois a água. Misturar 2 minutos e aumentar a velocidade para o nivel seguinte. Amassar cerca de 8 minutos, até que a massa se apresente firme e lisa. Formar uma bola e deixar a repousar cerca de uma hora, numa tigela salpicada com farinha e tapada com um pano, até que a massa duplique de volume. Moldar bolinhas, salpicá-las levemente de farinha e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone, também este polvilhado com farinha. Levar ao forno a temperatura 220ºC.



* Versão manual adaptada a partir da técnica descrita no livro "Dough", de Richard Bertinet.

quarta-feira, junho 24, 2009

Básicos - O chamado Pão de Pirex


Fazer pão em casa tem qualquer coisa de mágico. Pode ficar mais ou menos saboroso, ter mais ou menos sal, ser mais ou menos fôfo, mas é nosso e deixa um cheirinho pela casa que eu sei que as minhas filhas jamais esquecerão, mesmo que passem muitos anos. Este foi um dos primeiros pãezinhos homemade que melhor me resultaram e é simples, simples de fazer! Há muito tempo que não o fazia, mas no outro dia ao vê-lo mencionado a propósito do Artisan Bread , no blog da Gasparzinha, recordei-me que o fazia muito quando começei a utilizar a Bimby, sendo a receita original da saudosa Irebelo (Forumbimby). Encontramo-la em inumeros blogs, como este ou este e portanto não deve ser novidade para muita gente. Seja como for, é bom demais para ser postado e repostado. É como o prestígio de uma magia: sem ser necessário fazer a levedação, vai ao forno dentro de um pirex com tampa e passado meia hora, temos pão quente e surpreendentemente fôfo na mesa. E a crosta crocante??? Experimentem que vão gostar.

Ingredientes:

- 175 gr. de água
- 20 gr. de azeite
- 15 gr. de fermento de padeiro fresco
- 300 gr. de farinha
- 1 c. de chá de sal
- azeite e farinha para untar/polvilhar

É necessário um pirex ou outro recipiente que possa ir ao forno com tampa.

Versão Bimby:

Colocar no copo a água, o fermento e o azeite. Programar 2 minutos, 37º em vel. 2. Juntar a farinha e o sal e misturar 10 segs. vel. 6 e em seguida 2 mins. em vel. Espiga. Durante este tempo convém irmos verificando se a massa está a descolar das paredes do copo, caso não aconteça juntamos mais um pouco de farinha. Com as mãos enfarinhadas retirar a massa do copo e dar-lhe a forma pretendida (é tão agradável mexer na massa nesta fase!). Colocamo-la no pirex untado com farinha, pincelamos a sua superficie com azeite e salpicamos com farinha. Fazemos ainda uns cortes na superficie. Aqui está ele.




Colocamos a tampa do pirex e dessa forma vai ao forno frio cerca de 40 minutos, ou até alourar, a uma temperatura rondando os 200ºC.

Versão Tradicional:

Desfazer o fermento na água morna, não demasiadamente quente (podemos testar a temperatura como fazemos com leite do biberão no antebraço). Juntar os outros ingredientes e misturar bem. Amassar até ficar com uma consistência macia e elástica. Se necessário juntar mais um pouco de farinha. A partir dai seguir os mesmos passos acima descritos: colocar no pyrex untado com azeite, pincelar a superficie com azeite e farinha, fazer uns cortes e levar ao forno num pirex com a tampa, cerca de 40 minutos a 200ºC.

quarta-feira, maio 14, 2008

Pão Rústico



Este pãozinho apetitoso foi feito através da recente descoberta de umas farinhas preparadas e próprias para padeiros "amadores". Para quem tem máquina de fazer pão, faz-se de olhos fechados. Para quem não tem, como é o meu caso, são um achado: instruções simples, água e uma batedeira com varas para amassar ou uma Bimby, que resolve a questão em escassos minutos. Se quiserem amassar à mão, por mim tudo bem, é aproveitar para destressar.


O pão fica um espanto. Muito macio, a crosta estaladiça q.b. e fica com a tonalidade escura por ter centeio. Ainda quente e com manteiga a derreter, é de comer compulsivamente. Nem ponho aqui as instruções: vêm no verso e são básicas. Duas dicas: se pusermos uma tigela resistente ao calor no forno o pão fica mais macio porque é criada humidade; se colocarmos apenas metade da farinha do preparado e outra metade de farinha "normal", fica ainda mais leve e não tão massudo, diz quem já experimentou.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Pão de especiarias e cacau


Alguém me explica porque é que segui passo a passo esta receita e a massa ficou elástica, ao ponto de mesmo depois de cozida (e esteve mais tempo do que a receita original indicava!) parecer borracha? Que frustração!!!! Ando já há uns bons meses a querer experimentar esta receita e agora que finalmente a fiz foi a tristeza total... Só pode ter sido de a bater na máquina. Deve ser como os muffins, não se podem bater, só misturar. Mas foi tão pouco tempo, e pareceu-me melhor para misturar o mel!! Bem, para todos os efeitos, aqui vai a receita, pois se tivesse ficado bem feita, era um sucesso, já que de gosto estava excelente. Aos entendidos na matéria peço desde já umas boas dicas, para além de deixar de ser preguiçosa...

Ingredientes:

- 125 gr. farinha sem fermento
- 250 gr. farinha com fermento
- 1 c. café de erva-doce
- 1 c. café de canela em pó
- 3 cravinhos
- 1 c. café de essência de baunilha
- 200 gr. mel
- 20 gr. cacau
- 1,5 dl. leite
- 1 ovo
- manteiga e farinha q.b para untar a forma

Misturar numa tigela as duas farinhas com a erva doce, a canela e os cravinhos esmagados. Juntar a baunilha, o mel, o cacau, o leite morno, o ovo e misturar muito bem (eu pus na batedeira com as varas de massa a velocidade baixa). Untar uma forma rectangular com manteiga e polvilhá-la com farinha. Deitar nela a massa e levar ao forno a 180Cº durante 45 minutos. Depois de retirar e arrefecer, pode-se polvilhar com açúcar em pó.

* Receita retirada da revista Teleculinária nº 1145

domingo, outubro 15, 2006

Paozão


Já andava há que tempos para experimentar esta receita, que vi no fantástico blogue "Diário da Cozinha". Pareceu-me uma boa alternativa para as sandes que por vezes levo para o trabalho, e imaginei-o acompanhado de uma sopinha e uma fruta, uma refeição algo leve mas satisfatória para enfrentar o resto da tarde. Ainda bem que o fiz, não só me vai ser útil para isso como vai ser uma mais-valia em lanches ou festas, e só tenho a dizer que é delicioso!! A receita original encontram-na
aqui, sendo que apenas procedi a uma pequena alteração, a substituição do óleo pelo azeite, pois parece-me que este deixa um gostinho subtil na massa que muito me agrada. De resto, correu bem a confecção deste petisco, tirando dois pormenores: pareceu-me que a massa ficou ligeiramente encruada no centro, ao que da próxima vez responderei com mais tempo de forno (haverá outro motivo??), e ao enrolar a massa como se de uma torta se tratasse, a parte que ficou a selar ficou curta, a meio do pão. Ora a meio da cozedura, à medida que a massa ia crescendo, esta dobra ia encolhendo, encolhendo, de modo que parte do recheio ficou quase visivel. Nada de muito importuno, e certamente resoluvel numa proxima tentativa, pois o resultado salta à vista, ficou uma delicia. Obrigada Mónica!!