segunda-feira, agosto 04, 2008

quinta-feira, julho 31, 2008

Tarte de Baunilha


Uma máquina fotográfica xpto, cara como o raio, com um livro de instruções calhamaço e uma objectiva e lente grandes como tudo devia tirar melhor fotos que isto, não? Vi-me literalmente à rasca para tirar uma foto de jeito com ela!!! Adiante, esta tarte é promissora, mas para próxima não a faço com massa folhada, ou então levo-a a cozer no forno antes de lhe juntar o creme.

- 1 vagem de baunilha
- 350 gr. de massa folhada (utilizei congelada)
- 1 lata de leite condensado
- 1 medida da lata de leite meio gordo
- 6 gemas
- 2 c. sopa de farinha maisena (bem cheias)
- Farinha para polvilhar

Para o merengue:

- 4 claras (pus as 6)
- 3 c. sopa açúcar (pus 4)

Deitar o leite e o leite condensado num tacho, juntamente com a vagem de baunilha, cortada ao meio e raspada de sementes. Levar a lume brando até ferver. Retirar a vagem e deixar arrefecer um pouco.

Bater as gemas com a farinha maisena, juntar à mistura do leite em fio e levar novamente ao lume, mexendo sempre até engrossar. Se ficar com grumos, utilizar a vara de arames. Deixar arrefecer.

Aquecer o forno a 180º. Numa bancada polvilhada com farinha, estender a massa folhada e forrar uma tarteira com ela. Verter o creme para dentro da tarte e levar ao forno cerca de 30 minutos ou até que fique douradinha. Retirar e deixar arrefecer.

Aumentar a temperatura do forno para 200º. Fazer o merengue, batendo as claras em castelo bem firme com o açúcar. Espalhar o merengue por cima do creme e levar novamente ao forno até que doure.


Versão Bimby:

Colocar no copo a lata de leite condensado, a mesma medida de leite e a vagem de baunilha, cortada ao meio e raspada de sementes e programar 10 min. temp.100º, vel.1. Juntar as gemas, e a farinha maisena e programar mais 12 min.temp.100º vel.2. Se ficar com grumos bater alguns segundos em velocidade 3. Deixar arrefecer. Aquecer o forno a 180º. Numa bancada polvilhada com farinha, estender a massa folhada e forrar uma tarteira com ela. Envolver bem o creme antes de o deitar por cima da massa folhada. Levar ao forno cerca de 30 minutos e deixar arrefecer.

Para o merengue, lavar e limpar escrupulosamente o copo da Bimby, colocar a borboleta e bater as claras juntamente com o açúcar durante 6 minutos, vel. 3 e 1/2. Espalhar o merengue por cima do creme e levar novamente ao forno até que doure.




As Dez Mais

Em resposta ao desafio lançado pela Andreia, pela Soft e pela Luisa Alexandra (obrigado meninas!), aqui está a compilação das minhas dez mais. Como a maior parte dos blogeiros já respondeu ao mesmo, deixo aqui o desafio lançado a todos os que queiram livremente participar!

Salada de camarão e canónigos

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Mousse de Doce de Leite

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Chop Suey de Vaca e legumes

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Pudim de carne picada

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Uma versão de Feijoada

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Peixe à moda chinesa

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Raviolis com camarão e courgettes

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Bavaroise de Cafe


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Arroz Especial


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Paozão

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quinta-feira, julho 24, 2008

Lulas com Molho Divinal

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Estas lulas são um habitué cá em casa, porque a minha filha mais velha sai ao pai e ambos têm uma adoração inexplicável por lulas (eu não sou grande apreciadora). Resultaram muitissimo bem na Bimby, mas aqui deixo ambas as versões, para ninguém se queixar!

- 1 Kg. lulas limpas, inteiras
- 1 cebola grande
- 1 pedaço de chouriço de carne, cortado em rodelas
- 4 dentes de alho
- ervilhas q.b. (cerca de 250 gr. acaba por ser conforme o gosto de cada um)
- 1 pacote de natas
- azeite, pimenta branca, sal, folha de louro
- 2 ou 3 c. sopa de polpa de tomate
- 2 c. sopa de farinha maisena
- 1,5 dl. vinho branco

Picar grosseiramente a cebola e o alho para um tacho. Juntar o azeite e alourar a cebola, juntando também uma folha de louro. Colocar as lulas e as rodelas de chouriço e deixar cozinhar alguns minutos. Adicionar a polpa de tomate e o vinho branco. Se necessário, ir juntando alguma água para manter as lulas a cozer em molho suficiente. Temperar de sal e pimenta. Quando as lulas estiverem cozidas, e isto deverá ser após uns 30 a 45 minutos, acrescentar as ervilhas. Se utilizar as ervilhas congeladas, passar por água bem quente antes de as juntar (faço isto nem sei muito bem porquê, mas parece-me melhor para não ir com gelo). No fim, juntar as natas e manter em lume brando, mexendo sempre e até engrossar. Se não engrossar o suficiente, utilizar a maisena desfeita num pouco de água ou leite.

Versão Bimby:

O inicio é semelhante ao das lulas gratinadas, receita do livro-base. Deitar o azeite no copo e aquecer 3 min. temp. 100º, vel.1. Juntar a cebola e o alho e picar 5 seg. vel.4. Juntar a polpa de tomate e refogar 8 min. temp.100º vel. 2.

Adicionar as rodelas de chouriço, as lulas, o vinho branco, temperar com sal e pimenta e prgramar 30 min. temp. 100º, vel. colher inversa. Se necessário, adicionar um pouco de água. Juntar as ervilhas e programar 5 min. temp. 100º vel. colher inversa. Juntar as natas bem como a maisena desfeita num pouco de leite e cozinhar mais 5 min. temp. 100º vel. colher inv.

Tenho de admitir, para lulas ficam muito boas.

segunda-feira, julho 21, 2008

Arroz Especial

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Adorei este arroz! Fiz para acompanhar uma carne assada sem nenhum sabor de especial e ele acabou por tornar-se a estrela da refeição. Pus todas as especiarias em menor quantidade, por causa das miudas, e mesmo assim ficou excelente, imagino se tivesse respeitado as quantidades!

- 2 chávenas de arroz (de preferência basmati)
- 800 gr. de leite de côco
- 2 chávenas de água
- 1 c. chá de sal
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- 2 c. sopa de óleo de amendoim
- 4 c. sopa de gengibre fresco ralado (se não tiver, usar em pó)
- 1 malagueta
- 2 c.sopa de sementes de papoila
- 1 chávena de castanhas de caju
- 6 cravos-da-índia
- 1 c. chá de canela em pó
- 2 c. chá de caril em pó

Cozer o arroz no leite de côco com a água (o arroz fica muito cremoso), cerca de 20 minutos. O arroz deve ficar tenro e o liquido absorvido. Temperar de sal e mexer. Aquecer o óleo num wok e saltear a cebola e o alho picados, bem como o gengibre ralado. Adicionar o piripiri, as sementes de papoila, o caju, os cravos-da-india, a canela e o caril em pó e saltear cerca de 30 segundos, até as especiarias libertarem os seus aromas. Asseguro que estes aromas são inebriantes, deu-me vontade de provar na hora! Juntar o arroz e saltear até ficar tudo bem misturado.

Sugestão: Acho que com
isto deve ficar muito bem...

Fonte: "Caras Especial Boa Mesa - Requientes Asiáticos", Ed. Abril

quarta-feira, julho 16, 2008

Lombos de Salmão com molho de coentros



A M. anda numa fase tão pirosa e tão feminina da sua tenra infância que só come salmão porque é o "peixe cor-de-rosa"... Ehehehe!!

É muito simples esta receita e se calhar para alguns não traz nada de novo, mas eu pu-la à mesma, sobretudo para realçar uma questão: peixe cozido a vapor é do melhor!!! Estes lombos, que eram frescos e de óptima qualidade, quase comiam-se sem mais nada...

- 3 Lombos de Salmão
- 50 gr de Manteiga
- 60 gr de Farinha
- 1 dl Natas
- 80 gr Coentros
- 2 Dl Água
- 1 cubo de caldo de Peixe (não usei)
- Sal e pimenta em Grão q.b.
- Vinho Branco q.b.

Preparação na Bimby:

Colocar o Salmão na Varoma e temperar com sal, umas gotas de vinho branco e pimenta em grão. Programar 25 min. Temp. Varoma, com 800 gr. de água no copo. No fim deste tempo, deitar fora a água do copo, reservando apenas os 2dl necessários, e juntar a farinha, manteiga e o cubo de caldo. Voltar a colocar a Varoma. Programar mais 8 min, temp. Varoma, vel. 3. Retirar o peixe, colocar no prato de servir. Deitar as natas e os coentros, 1 min. Vel. 7/8, temp. 100º Rectificar os temperos e servir.

Para fazer o molho sem ser na Bimby, bastará derreter a manteiga, juntar a farinha e ir juntando o caldo de peixe desfeito nos 2 dl de água. Deixar engrossar em lume brando, mexendo sempre, adicionar as natas e por fim os coentros finamente picados.


Fonte: Forum Bimby, receita da Luar1972.

segunda-feira, julho 14, 2008

Salada de maçã e nozes


Adoro esta salada, é diferente por causa da gelatina e muito fresquinha para estes dias de calor. Faz-se então, antes de mais nada, uma gelatina de limão. Após esta estar solidificada, corta-se em pequenos cubos, bem como duas maçãs, de casca verde de preferência. Colocam-se numa saladeira, junta-se nozes (pus inteiras, mas para a próxima corto-as em pedaços mais pequenos) e dois queijos frescos, também cortados em quartos. Regar a salada com umas gotas de sumo de limão. No fim temperei com um molho de azeite, sumo de limão, sal, cebolinho e salsa picada, que misturei enérgicamente num shaker improvisado, uma caixinha miniatura da tupperware que me ofereceram certa vez de brinde.

sexta-feira, julho 11, 2008

Lombo de panela com batata ferrugem


Este lombo foi uma agradável surpresa, ficou além de muito tenro, com um gosto imbatível, não sei se do sumo de limão, se do alecrim... A receita foi tirada de um blog de que gosto muito, o Senhor Prendado. Desse blog a próxima a fazer vai ser sem dúvida a moqueca de polvo e camarão, porque as fotos são arrasadoras.

- Lombo de porco
- Batatas descascadas, cortadas em cruz
- Sumo de dois limões
- Louro, salsa, alecrim (frescos de preferência)
- Pimenta preta
- Sal
- Cebola cortada em rodelas
- Caldo de carne (não tinha, usei 2 c. de sopa de rabo-de-boi instantânea, desfeita em água)
- Azeite
- Cravos da Índia

Temperar de véspera o lombo com o sumo dos limões, o sal, a pimenta, a cebola fatiada em rodelas bem finas. Espetar alguns cravos-da-Índia nos quatro lados da peça de carne, cubrir com as ervas restantes e, com um garfo, perfurar os quatro lados da peça de modo a facilitar a penetração do tempero. Colocar num recipiente e tapar com película antiaderente. Deixar a marinar até ao dia seguinte. Não fazer batota, esta parte não é para saltar, pois de outro modo receio que o lombo não se porte tão bem como este se portou.

Retirar o lombo da marinada e reservar esta, retirando as ervas. Numa panela dourar a carne de todos os lados, selando por igual sua superfície de modo a reter os sucos. Aos poucos os sucos da carne irão formar um fundo escuro caramelizado, no fundo da panela. Despejar sobre o fundo da panela o caldo coado da marinada de forma a levantar a camada de suco da carne, caramelizando-a. Raspar bem o fundo da panela com uma colher de pau. Adicionar caldo de carne de modo a quase cobrir a peça de carne. Juntar uma folha de louro, tapar a panela e cozinhar em lume baixo.

Depois de cozinhar por trinta minutos, adicionar as batatas de forma que fiquem totalmente imersas no caldo. Quando estiverem macias e com a cor de ferrugem, retirar e separar. Manter na panela por mais alguns minutos o lombo imerso no seu molho até que este reduza o suficente ficando ligeiramente espesso. Colocar de volta as batatas. Servir com legumes cozidos.

terça-feira, julho 08, 2008

Curta I


- Ó mãe, não podes comer gelados, pois não?
- Hmm... posso...porquê? (pergunto intrigada)
- Porque não fazes ginástica. Eu faço na escola, mas tu não fazes!
- Ó filha, a mãe está sempre muito ocupada... mas vou começar a fazer ginástica!!!
- Pois mãe, ginástica é bom, não é?
- É muito bom... (respondo já meio distraida)
- Tens de fazer muuuita ginástica, para desencher esse balão!!!!! (leia-se, essa barriga)

Toma lá que já aprendeste, para não seres preguiçosa e ires ao ginásio...

segunda-feira, julho 07, 2008

Fofo de peixe e legumes


Adaptei esta receita a partir de uma que vi no blog da Colher-de-Pau. Esta foi a minha primeira adaptação de uma receita à Bimby. Está lá perto, só ficou um pouco "mole" na minha opinião. Acho que devia ter ficado mais espesso. Aceito sugestões das bimbólicas mais experientes!

- 500 gr. de filetes congelados
- sal e pimenta q.b.
- 1 limão
- 1 cebola
- 20 gr. azeite
- 2 alhos franceses pequenos
- 2 cenouras
- 5 c. sopa de farinha
- 200 gr. leite
- 3 ovos

Temperar os filetes com sal, pimenta e o sumo de limão e deixar descongelar. Levar ao lume a cebola picada com a margarina e os alhos franceses cortados em rodelas finas. Tapar e deixar suar durante 10 minutos. Juntar a cenoura ralada e os filetes de peixe. Deixar cozinhar mais 5 minutos. Juntar o líquido da marinada e desfazer os filetes com a ajuda da colher-de-pau (ups! silicone). Polvilhar com a farinha e regar com o leite. Rectificar os temperos, mexer e levar a engrossar em lume baixo. Juntar as gemas, mexendo sempre, e deixar cozer mais 2 minutos. Bater as claras em castelo bem firme com uma pitada de sal e envolver no preparado anterior. Deitar num tabuleiro de forno, previamente untado, e cozer durante 20 minutos em forno moderado (180ºC).


Versão Bimby:

Temperar os filetes com sal, pimenta e o sumo de limão e deixar descongelar. Colocar as cebolas, cenouras e os alhos-franceses, cortados em pedaços, e picar 6 seg. vel.5 (ter o cuidado de não ficar demasiado picado). Juntar o azeite e programar 10 mins., Varoma, vel.1. Juntar os filetes inteiros e escorridos e programar mais 10 mins. Varoma, vel.1 (os filetes acabam por ir desfazendo). Juntar o leite e a farinha. Programar 10 mins. 90º vel. 1 e ir juntando as gemas, uma a uma. Bater as claras com uma pitada de sal, em castelo, bem firme. Colocar a borboleta no copo e juntar as claras. Mexer 5 mins. colher inversa. Certificar-se que estão bem envolvidas, ajudar com a espátula se necessário. Deitar num tabuleiro de forno, previamente untado, e cozer durante 20 minutos em forno moderado (180ºC).


quinta-feira, julho 03, 2008

Taças tricolores


Este doce não foi nada consensual cá em casa. Houve quem gostasse, mas a mim parece-me que o problema é a textura, provávelmente da farinha de milho. Apesar disso, acaba por ser uma alternativa válida para quem anda a fugir às natas e leite condensado. De sabor ficou uma maravilha!

Para 6 taças:

- 210 gr. açúcar em pó
- 6 c. sopa de farinha de milho
- 1 lt. leite
- 3 gemas
- 75 gr. manteiga sem sal
- 1 c. sopa bem cheia de café solúvel
- 2 c. chá essência de baunilha
- 2 c. sopa cacau em pó

Para a camada de café: Misturar num tacho 70 gr. açúcar com duas c. sopa da farinha de milho, juntar 3,5 dl. de leite e a gema de ovo. Levar ao lume, mexendo sempre, até ferver. Deixar engrossar, cerca de um minuto. Se for necessário, juntar mais um pouco de farinha, até espessar bem. Retirar, juntar 25 gr. de manteiga e o café solúvel. Deixar arrefecer um pouco e deitar nas taçinhas.

Para a camada de baunilha: Repetir o procedimento. Levar a ferver, durante 1 minuto, até a mistura ficar bem espessa. Retirar do lume, adicionar 25 gr. de manteiga e a baunilha. Deixar arrefecer um pouco e deitar por cima da camada de café.

Para a camada de chocolate: Repetir o procedimento. Após ferver e a mistura ficar bem cremosa, adicionar 25 gr. de manteiga e o cacau em pó. Deixar arrefecer e dispôr por cima da camada de baunilha.

Levar as 6 taças ao frio, até estar bem solidificado e fresco.

Fonte: "As melhores receitas com café", Ed. Asa

terça-feira, junho 24, 2008

Bacalhau com natas (Bimby)


Ainda às voltas com as técnicas de fazer comida na Bimby, ando a aprender com quem já percebe do assunto, e foi assim que saiu este bacalhau com natas mas sem natas P-E-C-A-M-I-N-O-S-O! Como fiz as batatas fritas na Actifry, o peso na consciência foi menor e a minha costela obsessiva com as limpezas permaneceu sossegada, com a cozinha livre do cheiro da gordura. Duas notas: o blog da Luisa Alexandra, que faz as delicias de qualquer bimbodependente e de onde tirei esta receita, e o bechamel perfeito em menos de 10 minutos na nossa amiga B.

- 3 ovos (podem ser mais ou menos dependendo do gosto)
- 1 cebola (pus 2)
- 1 dentinho de alho (pus mais, sou sempre muito exagerada com o alho)
- 1 folha de louro
- Azeite
- 3 postas de bacalhau
- Batata frita (fiz cerca de 800 gr., cortada em cubos)
- Molho bechamel (receita do livro base)
- Queijo ralado

Fritar as batatas, enquanto se prepara o resto. Cozer o bacalhau e os ovos no cesto, 15 min. temp. varoma vel. 1, com água suficiente para cobrir os ovos. Reservar. Picar as cebolas e os alhos 7 seg na vel. 4. Adicionar o azeite e programar 7 min na temp. 100º, vel. 1 para fazer o refogado. Acrescenta-se o bacalhau desfiado 3 min. na temp. Varoma, vel. colher inversa.
Dispor as batatas num tabuleiro de forno, os ovos cozidos em pedaços e a mistura de bacalhau. Fazer o bechamel na Bimby segundo o livro-base. Temperar a gosto. Envolver o bechamel no preparado, polvilhar com queijo ralado e levar ao forno a gratinar.

Quem não tiver Bimby faz de chapa este bacalhau, como é evidente. Demora um pouco mais de tempo e suja-se mais louça, mas vale a pena, de qualquer das maneiras.

terça-feira, junho 10, 2008

Semifrio de morango


Esta receita estava na to do list desde que a vi já há uns bons meses no delicioso blog "Doces Cozinhados". Obrigado Dulce, por compartilhá-la, pois é óptimo! Ainda para mais serviu de sobremesa à primeira vitória de Portugal neste Euro 2008. Os turcos já eram e agora é só seguir em frente...

Só um reparo: acabei por usar 2 pacotes de natas ao invés de 1, porque só um não chegou para cobrir o doce todo. Estejam preparados para essa eventualidade.

- 1 torta Dan Cake de morango

- 1 lata de leite condensado
- 3 dl de leite
- 3 ovos
- 1 colher de sobremesa de maisena
- 2 gelatinas de morango
- 1 pacote de natas
- 3 colheres de sopa de açucar
- Morangos q.b.

Preparar as duas gelatinas de morango de acordo com as intruções. Levar ao frigorifico a solidificar. Dispôr fatias finas da torta de morango num pirex. Levar ao lume 2 dl de leite com o leite condensado até aquecer. Misturar o restante leite com 3 gemas de ovo e a farinha maisena e mexer bem. Juntar ao preparado anterior e engrossar em lume brando, mexendo sempre. Ainda quente, verter por cima da base de torta. Deixae arrefecer. Quando as gelatinas estiverem prontas, cortá-las aos pedaços e espalhar por cima do preparado anterior. Por fim, bater as natas com as 3 colheres de sopa de açúcar. Bater as 2 claras em castelo e envolver muito bem nas natas. Distribuir por cima das gelatinas.

segunda-feira, maio 26, 2008

Pá de porco com couves-de-bruxelas



Não sei se isto encaixa na definição de "comfort food", mas cá para mim este guisado preenche-a totalmente. É encorpado, sobretudo se forem gulosos como eu e o comerem com arroz. Pois, eu sei, a mistura explosiva de batata com arroz... Sabe terrivelmente bem!

Ingredientes:

- 1 pá de porco, com osso de preferência
- 2 cebolas
- 3 ou 4 dentes de alho
- 1 sopa de gengibre ralado (se não houver, usar gengibre em pó)
- 2 c. sopa farinha maisena
- 1 pacote de couve-de-bruxelas congeladas
- 4 ou 5 batatas
- 2,5 dl. molho de soja
- 4 c. sopa óleo

Temperar algumas horas antes a carne de porco com o alho picado, o gengibre ralado, a maisena, sal(pouco), a pimenta branca e o molho de soja. Num tacho, deitar o óleo e saltear a cebola. Juntar a carne e alourar, virando repetidamente. Juntar cerca de 1/2 litro de água ao que tiver restado da marinada de tempero. Quando a carne estiver "dourada", juntar aos poucos a água da misturada. Deixar cozer cerca de uma hora e meia, finda a qual juntem as batatas cortadas em metades. Rectificar temperos. Passados uns 10, 15 minutos juntar as couves de bruxelas. Verificar se já está tudo cozido e servir.

quarta-feira, maio 14, 2008

Pão Rústico



Este pãozinho apetitoso foi feito através da recente descoberta de umas farinhas preparadas e próprias para padeiros "amadores". Para quem tem máquina de fazer pão, faz-se de olhos fechados. Para quem não tem, como é o meu caso, são um achado: instruções simples, água e uma batedeira com varas para amassar ou uma Bimby, que resolve a questão em escassos minutos. Se quiserem amassar à mão, por mim tudo bem, é aproveitar para destressar.


O pão fica um espanto. Muito macio, a crosta estaladiça q.b. e fica com a tonalidade escura por ter centeio. Ainda quente e com manteiga a derreter, é de comer compulsivamente. Nem ponho aqui as instruções: vêm no verso e são básicas. Duas dicas: se pusermos uma tigela resistente ao calor no forno o pão fica mais macio porque é criada humidade; se colocarmos apenas metade da farinha do preparado e outra metade de farinha "normal", fica ainda mais leve e não tão massudo, diz quem já experimentou.

terça-feira, abril 29, 2008

Bimbar ou não, eis a questão

Confesso: disse cobras e lagartos desta maquineta. Que uma coisa, com um nome destes ainda por cima, nunca iria chegar aos pés da minha comida, que a estrela da minha cozinha sou eu e disparates afins. No entanto, intrigada sobre a estranha devoção que os donos desta máquina parecem ter por ela, lá marquei uma demonstração "só para ver afinal o que é que a fulana faz". Bastaram dez minutos para me convencer. A fulana não faz tudo, mas quase. Ao meu marido convenceu com as caipirinhas.

A Bimby não tem nada de bimba. Tem um óptimo feitio, porque é rápida, incansável e liberta-nos de milhentos morosos e aborrecidos preparos culinários. Faz alguns pratos que roçam a perfeição: a massa de pizza é surreal, sopas - veludo, gelados que batem os de compra aos pontos, coze a vapor, faz pratos de peixe, carne, manteiga, iogurtes, leite-creme, sumos e néctares, pulveriza grãos de qualquer espécie, amassa, mói, cozinha e tritura e é económica na sujidade que faz (acabaram-se fogões sujos e carradas intermináveis de panelas para lavar). Faz massa de tarte em 15 segundos. Faz gelados em 2 minutos, prontos a comer. Consegue fazer uma refeição completa em 30 minutos (por exemplo: sopa no copo interior enquanto que as batatas, os legumes e o peixe a cozer na bandeja do vapor; no fim ainda tritura a sopa) enquanto eu vou fazer outra coisa qualquer mais útil. Ela tem mais uma vantagem, não precisa de estarmos constantemente a controlar, a mexer, podemos ir descansados à nossa vida, porque tudo está em termos de tempo pré-programado. A lista é interminável: açordas, bacalhau disto e daquilo, lulas, granizados, massas, lasanhas, pão, quiches, todas as sobremesas que se possam imaginar, papinhas para bebés. E o pior é que fica tudo bom. E olhem que eu sou esquisita com a comida!

Ainda por cima, serve para vários tipos de cozinheiros: quem não gosta ou não sabe cozinhar começa a fazê-lo porque tudo se torna subitamente mais fácil. Quem gosta, como eu, começa a ousar e a alargar horizontes porque a Bimby permite uma coisa importante: poupar tempo. Fiz coisas com ela que nunca me tinha atrevido (wow, isto soou estranho), mas isso fica para os próximos posts :)

Adoro esta máquina.
PS - Às super mamãs trabalhadoras cansadas e sobrecarregadas, apostem nela, amigas!
PS 2 - Isto hoje vai aos arranques... Para quem tenha dúvidas, dê um saltinho a este fórum... http://forumbimby.com/

segunda-feira, abril 14, 2008

Este blog é um mimo!


A Manuela do blog Delicias e Companhia teve a amabilidade de atribuir ao Ovo Estrelado o seu primeiro prémio. Fiquei felicissima com a distinção e também com a dificil tarefa de nomear outros cinco blogs que obedeçam aos critérios do prémio, ou seja, que sejam "mimosos", sendo as regras a seguintes:

1. Este selo deve ser atribuído aos blogs que considerem "mimosos" (ou seja, blogs que considerem ser ternurentos, simpáticos e agradáveis de se visitar).
2. Apenas quem recebeu este selo pode publicá-lo indicando o link da pessoa que o atríbuiu e posteriormente o link de 5 outras pessoas a quem deseja atribuir o selo.
3. Deve exibir a tag do selo no seu blog.
4. (Opcional) Poderá fazer publicidade a quem teve a ideia para este selo, neste caso a bloggista de Cozinhar com os Anjos.

Adoro consultar sem excepção todos os blogs nesta área, pois acho que sempre têm qualquer coisa a acrescentar a este fantástico mundo da cozinha. Mas que se salientem pela simpatia e sejam agradáveis de visitar, posso citar .... entre outros (são tantos!!!):

- Tarte e Sol
- O fogão do Kuka
- As Receitas da Colher-de-Pau
- 100% Açúcar
- Cinco Quartos de Laranja

Queria só fazer uma referência especial à grande senhora dos blogs, a Elvira, pois na minha opinião é indiscutivel a sua simpatia, entrega e apoio constante a quem anda neste maravilhoso mundo dos receitoblogs e pelo seu contributo e incentivo a todos, sejam novatos, veteranos, passageiros ou só curiosos! Foi muitas vezes o seu comentário precioso que no inicio me motivaram a continuar, pois por isso lhe mando um grande beijinho. Parabéns também ao blog Cozinhar com os Anjos pela iniciativa!

quarta-feira, março 12, 2008

Porco com ananás e castanhas de água


Na falta de cajú cá em casa, utilizei castanhas de água neste prato. Adoro a textura das castanhas de água, pois é quase como a minha filhota diz, parece que estamos a comer pipocas estaladiças juntamente com o resto da comida...

-0,5 Kg carne de porco cortada em tiras
- 1 lata de ananás em calda
- 1 lata de castanhas de água (ou caju)
- farinha maisena, pimenta, molho de soja, gengibre ralado

Temperar a carne com cerca de uma colher de sopa de maisena, pimenta, molho de soja e o gengibre. Saltear num pouco de óleo a carne e regar com metade da calda do ananás. Juntar o ananás cortado em pedaços e escorrido. No fim juntar as castanhas de água cortadas ao meio (ou o caju, caso optem por este) e saltear mais alguns minutos. Acertar o sal e a pimenta. Decorar com cebolinho picado.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Muffins Dois Chocolates


Estes muffins seriam só uns comuns muffins de chocolate, não fosse a deliciosa superfície estaladiça, à conta do açúcar mascavado que é envolvido na massa.

Para 10/12 unidades:

- 1 + 1/4 chávena de farinha
- 1/4 de chávena de cacau em pó
- 2 c. chá fermento em pó
- 1/2 chávena açúcar mascavado
- 100 gr. manteiga (derretida)
- 2 ovos
- 1/2 chávena de leite
- 1 chávena de raspas de chocolate


Deitar numa tigela a farinha peneirada, o cacau em pó, o fermento e o açúcar mascavado. Bater os ovos juntamente com o leite. Abrir uma estanca no centro dos ingredientes secos e deitar a manteiga derretida, os ovos com o leite e as raspas de chocolate. Misturar até humedecer a massa (não mexer muito). Encher as formas até 3/4. Levar ao forno a 190º até estarem cozidos (cerca de 20 minutos).

* Receita retirada do livro "Doces Sabores", Ed. Abril/controljornal

sexta-feira, outubro 05, 2007

Creme de courgettes e agrião


Faço esta sopa muitas vezes, não só para fugir à "rotina" da sopa de espinafres ou nabiças mas também porque leva leite. Isso foi especialmente útil quando, sem razão aparente, a minha filha mais velha decidiu, quando tinha ano e meio, recusar-se terminantemente a beber leite, coisa que sempre fez com todo o gosto do mundo, Na altura desdobrei-me em ideias mirabolantes para ela ingerir a quantidade necessária por dia, desde batidos com fruta, papinhas enfim... onde desse! Calhou bem esta sopinha, mais uma que tirei do site da Vaqueiro, se bem que a original é feita com canónigos.

- 1 cebola picada
- 4 courgettes
- 1 cubo de caldo de galinha
- 5 dl de leite
- 5 dl de água
- 200 gr. agrião (ou canónigos)

Saltear a cebola em azeite. Lavar as courgettes e cortar em pedaços. Eu retiro cerca de metade da casca (longitudinalmente), embora a receita original não seja explicita em relação a isso. Juntar à cebola, tapar e deixar suar cerca de 5 minutos. Poderão juntar o tal caldo de galinha, se quiserem. Como fazia a sopa para a filhota, não o juntava e ficava bom na mesma. Juntar o leite e a água. Deixar cozer cerca de 10 minutos e reduzir a puré. Temperar de sal e por fim juntar as folhas de agrião, levando a ferver mais 10 minutos.

domingo, setembro 16, 2007

Fôfo de peixe e espinafres


Agora que as coisas já acalmaram um pouco com a chegada da Maria e que a escola começou para a outra filhota, tenho vindo aos poucos a preparar algumas comidinhas diferentes dos pratos rápidos e "standard" que o pouco tempo disponivel me deixava. Com as férias vieram os grelhados, com a amamentação da bebé algumas restrições alimentares, de modo que cozinha foi algo que me passou ao lado estes três meses! Esta receita vem no número 92 da revista da Vaqueiro e ficou muito bem. Parece é que perdi um pouco a prática de tirar fotos, está um horror!!

- 400 gr. filetes de peixe
- 1 embalagem de espinafres com queijo (uso 4Salti)
- 2,5 dl. de leite
- 1 cebola
- 2 c. sopa de farinha
- 2 ovos
- 60 gr. margarina
- sal, pimenta, noz moscada

Temperar os filetes com sal, pimenta e o leite. Picar a cebola e alourar em metade da margarina. Juntar os filetes e deixar estufar, tapados, uns 5 minutos. Cozinhar os espinafres congelados, conforme as instruções na embalagem. Colocar num prato de forno os espinafres e por cima os filetes, reservando a gordura que ficou no tacho. Junta-se a esta a farinha e rega-se com o leite no qual temperaram os filetes. Levar a engrossar, mexendo sempre. Rectifique os temperos, juntando a noz-moscada. Adicione as gemas, mexendo energicamente e por fim, já fora do lume, incorpore as claras batidas em castelo bem firme. Deitar sobre os filetes e levar ao forno (225º) durante 15 minutos. Servir imediatamente (no nosso caso foi com arroz). Para os miudos é excelente, pois vai de espinafres e peixe mas eles nem piam, com o fofinho dos ovos a dar graça à coisa...

Maria Rita


Aqui está o "pequeno" motivo da minha ausência. Acho que tenho desculpa, não?

sexta-feira, maio 18, 2007

Salada de polvo



Chega o calor e com ele a vontade de comer coisas mais leves, como saladas com cheiro e sabor a Verão. Acho que nem vale a pena explicar como se faz esta simples salada de polvo, pois basta cozê-lo (desta vez utilizei congelado que cozi assim mesmo na pressão e ficou muito macio) e cortá-lo em pedacinhos depois de arrefecido. Esta saladinha exige apenas isso e doses massivas de azeite, cebola e alho picadinho, salsa picada e também de pimento vermelho. Tem é de levar bastante azeite e vinagre!
Aproveito para na foto mostrar a ultima aquisição Ikea, o picador de ervas aromáticas. É bom aquilo, mas já me cortei por duas vezes, porque é bem afiado, ihihihihih!

sábado, maio 05, 2007

Arroz chow-chow aka arroz do "desenrasca"



O que fazer quando há metade de um bife, 2 salsichas e um pequeno molho de feijão-verde perdidos no frigorifico, sem rumo previsto e um almoço para duas pessoas e meia por fazer? Algo estilo arroz chow-chow, claro está! Cortar o bife, as salsichas e uma boa cebola aos pedaçinhos, fazer o mesmo com o feijão-verde e uma cenoura, após escaldá-los para amolecerem, fazer uma omolete simples e cortá-la igualmente em cubinhos. Cozer arroz. Saltear os "pedacinhos" todos, juntar o arroz, temperar com molho de soja e sal. Comer sem reserva.

sábado, abril 28, 2007

Mousse de doce de leite


Esta é inspirada claramente na tradicional "Baba de Camelo", mas como não ficou "babosa" e sim bem cremosa, dei-lhe outro nome, porque ficou um pouco diferente, e melhor, na minha opinião.
Fiz esta mousse deliciosa (bem, estava mesmo cremosa!!!), com uma lata de doce de leite vinda directamente do Brasil (obrigado Lu!) , mas pelo que vi no blog da Mónica, este produto já há cá em vários sitios. Desta forma, não necessitei cozer o leite condensado, como faria para a baba de camelo e também optei por levar as gemas ao lume, porque li algures que ajuda a manter a consistencia mais firme e não deslassa a mousse.

- 1 lata de doce de leite
- 4 gemas
- 6 claras (tinha duas claras no frigorifico e aproveitei...)
- pistachios ralados


Bater as gemas até ficarem em creme e juntá-las ao doce de leite. Levar a lume brando, mexendo sempre. Bater as claras em castelo, bem firmes e delicadamente envolvê-las no preparado anterior, assim que este tenha arrefecido. Misturar muito bem.

quinta-feira, março 15, 2007

Uma versão de feijoada


Bem, nem sei como vos descrever a delícia que esta feijoada ficou. Já tinha feito tantas vezes e nunca chegava àquele ponto que eu idealizava, mas consegui!!! Foge um pouco à feijoada mais tradicional, com mais enchidos e outro tipo de carnes, mas na verdade prefiro assim.

Ingredientes:

- 1/2 Kg carne de porco limpa
- 1/2 Kg entrecosto de porco
- 1 farinheira
- 1 moira
- 2 cebolas médias
- 1 cenoura
- 1 tomate pequeno bem maduro
- 1/2 couve (lombarda ou coração)
- 1 pacote de feijão manteiga
- 4 ou 5 dentes de alho picados
- 1 copo de vinho tinto (antes fazia com vinho branco, mas desta vez utilizei o tinto e acho que ficou melhor!)

Começei por, na noite anterior, colocar o feijão de molho e salguei as carnes. Na manhã seguinte, cozi o feijão 20 minutos na panela de pressão e à parte cozi os enchidos. Escorrer o feijão e reservar a água da cozedura. Alourei a cebola picada grosseiramente com o alho em azeite, juntei umas 3 folhas de louro e juntei a carne. Fui juntando o vinho tinto aos poucos e a água em que o feijão cozeu. A meio juntei o tomate desfeito e a cenoura em pequenos quartos. Deixei cozer em lume brando, pacientemente até ficar muito bem apurado, assim com a carne bem cozida e o molho já a engrossar. Juntei então a couve para cozer, passado uns 10 minutos o feijão e por fim os enchidos, cortados em rodelas. Mistura-se tudo com muito cuidado e deixa-se apurar mais um pouco. Mal a pus, a farinheira começou logo a desfazer-se e eu a afligir-me, mas ainda bem, porque deu um gosto soberbo ao molho!!!!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Ratatouille



Embora goste imenso de legumes e vegetais (adoro brócolos, espinafres, couves de bruxelas, alface, quase todos!) tentando que estejam sempre presentes em qualquer refeição, das principais, houve algo que não me convenceu de imediato nesta receita, cujo original a qualifica de "vegetariana". Achei-a super moderna e que a carne não faria assim tanta falta! Na fase de saltear os legumes cheguei a pensar que não ia aguentar esperar pelo resultado, porque o cheiro estava fenomenal, e ainda melhor ficou quando lhe juntei o queijo e foi ao forno. Achei que ia comer a travessa toda!!! A sucessão de pensamentos foi a seguinte: Primeira garfada: Delicioso!!! Segunda: Bem se calhar pus beringela a mais...Terceira: Ou demasiada batata? Será queijo a menos! Ao fim de seis ou sete: Mas não passa disto??? E se lhe juntasse um pouco de bacon?
Parecia que lhe faltava alguma coisa. O meu marido manifestou-se várias vezes, perguntando-me se aquilo era só batata. Fiquei meio desconsolada, mas no dia seguinte, a minha empregada, que é vegetariana, comeu dois pratos e desunhou-se em elogios, pedindo-me se podia levar o resto para casa. Só há uma conclusão a tirar, o problema é nosso e deste hábito da carne, assumidamente!!! Por isso, vou voltar a fazê-la, provávelmente como acompanhamento, sobretudo para o marido. Houve algo que gostei bastante no meio disto tudo. Da sensação de leveza, podíamos de facto comer uma pratada que não é comida de ficar com a sensação de enfartada... Bem, tirem as vossas conclusões!


- 1 beringela
- 1 courgette
- 3 tomates maduros
- 1 cebola
- 1 pimento vermelho, pequeno
- 2 dentes de alho
- 800 gr de batatas
- 1 dl. de azeite
- sal, pimenta e tomilho
- 80 gr de queijo da ilha (usei S. Jorge e pus mais)

Limpar a beringela e a courgette e cortar-lhes as extremidadas, sem as descascar. Cortá-as em cubos, bem como os tomates. Cozer as batatas em água com sal, pelá-las e cortá-las em rodelas. Descascar e cortar a cebola às rodelas. Num tacho, saltear a cebola com os dentes de alho picados, até refogarem levemente. Juntar os restantes legumes, excepto as batatas, e mexer até ficarem meio cozidos e temperar com sal, pimenta e tomilho. Num tabuleiro de ir ao forno, colocar metade do preparado dos legumes, cobrir com as batatas em rodelas, com outra camada de legumes e o pimento às rodelas finas. Polvilhar com queijo e levar ao forno cerca de 45 minutos, a 160º. Servir de imediato.

* Receita retirada da revista Teleculinária, nº1180.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Peixe cozido à moda chinesa


Esta também vem dos antigamentes, lá em casa dos meus papás. Tento sempre que possivel utilizar peixe fresco, normalmente o pargo, por ser mais ou menos acessivel. Se for com um goraz ou com garoupa ainda fica melhor, mas infelizmente os preços desses peixes andam proibitivos. É muito fácil de fazer. A utilização do óleo é pouco usual na cozinha nacional, mas é assim que se faz mesmo, servindo só para molhar e amaciar a camada exterior do peixe.

- 1 pargo com peso à volta de 1,200 Kg
- molho de soja
- 2 ou 3 pedaços de gengibre fresco
- 2 dl. de óleo
- salsa ou cebolinho picado
- 6 dentes de alho laminados

É simplesmente assim: cozer o peixe. Se for em água, para quem não tem meio de o fazer em banho-maria ou vapor, deitar o gengibre na água e sal, este mais contidamente. Cozer não mais do que 15,20 minutos, para não perder demasiado o gosto. Se cozerem em vapor, colocar o gengibre em tirinhas por cima do peixe. Já aqui alguém percebeu que sou fã de gengibre? Acho que o aroma único, no peixe então fica estupendo. Entretanto levar a ferver o óleo num tachinho e deitar o alho, até este alourar. Isto é para ser feito de forma a coincidir o momento em que eles alouram com o momento de retirar o peixe do lume, porque tem de se deitar este óleo ainda bem quente no dito. O contacto entre os dois vai fazer a pele estalar, como se fritasse só esta superficie. É verdade, antes de se escaldar o peixito com o óleo, regá-lo com o molho de soja antes. Por fim, espalha-se as ervas por cima e serve-se, no meu caso, com arroz e legumes. Desta vez fiz courgettes salteadas, ficou óptimo. Ao servirem, não encharquem o peixe nem o arroz no molho, porque a sua presença discreta é suficiente para dar um gosto único a este prato.

sábado, janeiro 13, 2007

Bolachinhas de Gengibre



Hoje pus a minha filhota a descobrir estas coisas da cozinha, e ela divertiu-se à grande a amassar, fazer rolinhos, e sobretudo, estrear os corta-biscoitos (os tão desejados, que ofereci a mim mesma no Natal!). Resultado mais que positivo: cerca de 30 bolachinhas gulosas, bem amanteigadas e uma hora de ouro em que a minha filha se entreteve a fazer qualquer coisa dentro de casa que não seja saltar nos sofás, espalhar os qunhentos mil brinquedos ou estender as toalhas dos armários da casa de banho pela casa toda. E safei-me do Noddy e do Ruca para ela estar sossegadinha...

- 400 gr. de farinha
- 100 gr. de açúcar
- 50gr. de açúcar amarelo
- 1 c. de chá de gengibre fresco ralado
- 250 gr. de manteiga ou margarina
- açúcar em pó q.b

Ligar o forno e regular para cerca de 170ºC. Numa tigela, misturar a farinha com o açúcar, o açúcar amarelo e o gengibre fresco ralado. Juntar a manteiga cortada em bocadinhos e trabalhar em areia, com a ponta dos dedos. Amassar até conseguir ligar todos os ingredientes e estender a massa, com cerca de 0.5 cm de espessura. Cortar as bolachas com os corta-biscoitos e colocá-las num tabuleiro forrado com papel vegetal, para ir ao forno. Levar a este durante uns 15, 20 minutos, até estarem douradas. Polvilhar com açúcar em pó.

A primeira fornada ficou mais torrada, para a segunda baixei o forno e deixei as bolachas mais tempo, de modo a cozerem mas ficarem mais branquinhas.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Massa com molho de atum


Este prato é fácil e prático de confeccionar, sendo presença assídua nos jantares de semana, quando há inevitavelmente menos tempo para cozinhar. O meu irmão mais novo vai viver sózinho em breve e já me tem pedido para lhe ensinar sopas e estas refeições rápidas, por isso deduzo que embora já não seja novidade para muita gente, há sempre um ou outro a quem vai dar jeito esta receitinha. Desta vez utilizei atum conservado natural, embora seja mais comum usar o conservado em azeite ou óleo, mas para ser franca, o molho não ficou tão gostoso, embora tenha ficado com certeza mais saudável.
Numa frigideira, saltear em azeite uma cebola grande picada, juntamente com um ou dois dentes de alho picados. Adicionar duas latas de atum e um pequeno ramo de salsa picada. Misturar bem, em lume baixo. Juntar um tomate maduro grande, limpo de peles e sementes, quatro ou cinco coleheres de sopa de polpa de tomate e deixar desfazer, mexendo várias vezes. Costumo neste ponto juntar também um pouquinho de vinho branco e água, para homogeneizar o molho. Vale temperar com oregãos, manjerona, tomilho, cebolinho...

sábado, dezembro 30, 2006

Frango assado com alho e limão

Que pena que a tradução para português seja bem mais grosseira do que o nome original, em inglês, "Slow-roasted garlic and lemon chicken". Esta fabulosa receita vem no livro da Nigella Lawson, "Forever Summer", que desde já aconselho aos interessados na matéria. Não traz nada de muito complicado, as comidas que prescreve são leves e lembram a simplicidade dos pratos de Verão, embora possam ser feitas em qualquer altura do ano, como é o caso. A sua leveza soube-me lindamente, depois de tanta comida e fartura natalicia! Há alguns termos que são mais dificeis de transpor para a nossa gastronomia, mas regra geral basta saberem um nivel médio de inglês para chegar lá. Além de que a Nigella Lawson é super bonita e sexy, o que sempre dá um incentivo às senhoritas que queiram aventurar-se no mundo da cozinha. Ela é o exemplo vivo, ou pelo menos, faz-nos crer que cozinhar não tem de ser estafante e complicado, mas quem sabe, uma tarefa de contornos algo glamourosos...

- 1 e 1/2 frango (aprox. 2 Kg), cortados em pedaços (não mt pequenos)
- dentes de uma cabeça de alho, com a casca
- 2 limões (cortados em oito cada um)
- 1 pequeno ramo de tomilho fresco
- 1 dl. de azeite de oliveira
- 150 ml. vinho branco
- pimenta preta

Aqueçer o forno a 160ºC. Colocar os pedaços de frango num tabuleiro ou travessa de ir ao forno e juntar-lhes os dentes de alho, os quartos de limão e o tomilho. Separar gentilmente as folhas do tomilho e espalhar pelo frango, reservando algumas para mais tarde. Adicionar o azeite e com as mãos misturar bem todos os ingredientes, tendo o cuidado de deixar os pedaços de frango com a pele para cima.
Espalhar o vinho branco e a pimenta por cima. Cobrir com uma folha de alumínio e colocar no forno, em lume baixo a moderado, cerca de 2 horas.
Retirar a folha de aluminio e aumentar o forno para 200ºC. Deixar cozinhar o frango, destapado, mais uns 45 minutos, até que a pele da carne esteja dourada e os limões começem a caramelisar, nas pontas. Serve 4 a 6 pessoas.

Fica aqui o aviso. Os limões vão dar uma tonalidade bem amarga ao frango. Eu adorei, mas o meu marido detestou, por isso NÃO FAÇAM se não gostarem ou para pessoas que não gostem deste gosto alimonado no frango! Em alternativa, utilizem apenas um limão, se bem que aí já vai ser um assado mais vulgar.

sábado, dezembro 23, 2006

Novidades e uma prenda linda de Natal...


Como alguns dos visitantes deste blogue têm reparado, tem havido pouca novidade por estes lados, pelo que já peço desculpa a quem gostava de cá vir com frequência conhecer as minhas dicas e têm esbarrado com o bolo mármore que encalhou e veio para ficar. Ando muitissimo atarefada, pois meti-me na aventura, que tanto está a ser esgotante como aliciante, de tirar novo curso superior, desta feita no ramo da Gestão, continuando a trabalhar, claro. Este mês tenho tido frequências, além de muito trabalho, pelo que as refeições cá em casa têm sido do mais mundano e prático possivel, tendo inclusivamente tentado ensinar a minha empregada, de nacionalidade brasileira e que é um doce de pessoa, a fazer algumas comidinhas mais nacionais, mas nem para isso por vezes tenho tempo, e a mão dela nem sempre "pega" o tempero português, como ela diz, e nem o meu gosto (confesso, sou chata, cozinheira para me agradar tem de penar!!!)! Como gosto mesmo é de complicar, achei que estava na altura de aumentarmos a família, e depois de um estudo atento do calendário de frequências e exames e de alguns compromissos profissionais, marquei a data lá para Julho e pus mãos à obra, devidamente apoiada pelo meu querido marido. Não falhámos, a não ser por um mês. Assim, em pleno Verão, no mês de Agosto, nascerá o próximo descendente e nessa altura estarei seguramente com boa parte do primeiro ano feito. Assim, tenho muito gosto em partilhar esta boa nova com os meus colegas bloggers, com os meus amigos e todos os visitantes que de vez em quando têm paciência de cá vir dar uma espreitadela. Agradeço desde já os comentários simpáticos que me têm deixado e prometo continuar a postar, pois as saudades dos tachos já são muitas. Feliz Natal para todos e Óptimas Entradas em 2007!!!!

sábado, novembro 18, 2006

Bolo mármore de laranja


Gosto muito da mistura de laranja e chocolate neste bolo, mas para quem não goste, basta apenas retirar a raspa da laranja do esquema e está feito, um bolo mármore clássico, e como tal, delicioso.

- 4 ovos
- 200 gr. açúcar
- 200 gr. manteiga
- 200 gr. farinha com fermento
- 1 c. chá de fermento em pó
- 6 c. sopa de cacau em pó
- raspa de 2 laranjas

Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme fôfo. Juntar os ovos alternadamente com a farinha previamente misturada com o fermento. Dividir a massa. Numa das partes juntar o chocolate, na outra a raspa da laranja. Agarrar nas duas tigelas simultaneamente e deitar as duas massas, fazendo efeitos e jogando com a quantidade de cada, numa forma bem untada com manteiga e farinha. Levar a cozer em forno médio durante 30 a 40 minutos.
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quarta-feira, novembro 15, 2006

Batatas salteadas


Esta receita foi inspirada nas famosas batatas salteadas do Kuka, também recriadas pela Elvira, e serviram de acompanhamento a um rolo de carne em massa folhada, o qual, com muita pena minha, já não posso dizer de minha autoria. Não está cá a fazer nada, mas achei que ficou com uma cobertura tão bonita que não resisti a colocá-lo na fotografia.Comprei-o assim, no talho onde vou sempre, onde já ia a minha mãe, e que tem óptima carne, com algumas destas pequenas inovações. Como as batatas que tinha cá em casa eram muito pequenas, após cozê-las não as cortei em rodelas, decidi salteá-las inteiras. Salpiquei-as com o pão ralado, sal e pimenta, como regra o Kuka, mas juntei ainda uma pitada de tomilho, o que lhe deu um saborzinho muito simpático. Jantei muito bem :)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Arroz de salsichas frescas


Este arroz de aspecto tão pálido engana, é muito saboroso, além de prático para o dia-a-dia. A receita original refere-se a 4 pessoas, mas lá em casa deu para 2 e meia, sem restar... Comparando as fotos do site de onde tirei a receita, acho que o meu ficou mais malandrinho, deve ter sido por usar o arroz carolino em vez do agulha.

- 6 salsichas frescas
- 60 gr. de margarina
- 1 cebola
- 250 gr. couve-lombarda em juliana
- 1 cenoura ralada
- 7 dl. de água
- 1 cubo de caldo de galinha
- sal
- 300 gr. arroz (utilizei carolino, se bem que no original sugerem agulha)


Cortar as salsichas em três partes iguais. Salteá-las em margarina. Quando as salsichas estiverem douradas, juntar uma cebola picada. Juntar a couve em juliana e a cenoura ralada. Tapar o tacho e deixar suar durantes uns 5 minutos. Regar com a água a ferver, na qual se desfez o cubo. Quando retomar a fervura, juntar o arroz, lavado e escorrido. Deixar cozinhar tapado até o arroz estar cozido, sem deixar secar totalmente o caldo. Retirar do lume, destapar, mexer e deixar o arroz abrir, antes de servir.


* Receita retirada do site "Vaqueiro", com pequenas alterações.

sábado, novembro 11, 2006

Polvo com batatinhas no forno


Gosto bastante de polvo, desde que depois de cozinhado fique bem fácil de mastigar. Já me aconteceu cozinhar polvo e praticamente não conseguir comer nada do prato final, porque o bicho às vezes é traiçoeiro e nem sempre é de fácil trato. Isso não aconteceu desta vez, ficou com uma textura espectacular, macio mas sem se desfazer, se bem que o meu marido teve a gentileza de comentar que "a cozinheira lá do trabalho consegue ainda pô-lo mais macio". Simpático, pois. "Pergunta lá à cozinheira como ela faz", que para aprender estou cá eu...Neste prato, vou fazer as seguintes alterações para a próxima investida: Colocar as batatas no forno a assar antes de lhes juntar o polvo, e ferver o azeite com o alho antes de o deitar por cima dos restantes ingredientes, para lhe ganhar o gosto. Acho que o polvo não deve ir muito tempo ao forno, porque seca um bocadinho, mas em contrapartida as batatas precisam de mais tempo, para a casca ficar mais estaladiça. Pormenores, bem sei, mas depois experimento e digo se fez diferença. Seja como for, ficou muito bom!

- 1 polvo com cerca de 1Kg (usei polvo fresco)
- 1 cebola
- 6, 7 dentes de alho
- um ramo de coentros
- batatas pequenas para assar (utilizei 15)
- azeite q.b


Levar o polvo a cozer na panela de pressão, em água salgada e juntamente com a cebola. Em pressão alta deixei-o cozer por volta de 15 minutos. Retirar, escorrer e cortar o polvo em pedaços. Cozer as batatas, com casca, devidamente lavadas, em água e sal. Devem ficar firmes, não devendo cozer demais, pois irão ao forno ainda. Colocar as batatas numa assadeira e regá-las com azeite. Esborrachá-las levemente com, o punho e se necessário, espalhar algumas pedrinhas de sal. Juntar-lhes o polvo, o alho grosseiramente esmagado e regar com bastante azeite. Levar ao forno até o polvo alourar, mexendo de vez em quando e regando a mistura com o azeite. Após retirar do forno, finalizar com coentros picados.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Pão de especiarias e cacau


Alguém me explica porque é que segui passo a passo esta receita e a massa ficou elástica, ao ponto de mesmo depois de cozida (e esteve mais tempo do que a receita original indicava!) parecer borracha? Que frustração!!!! Ando já há uns bons meses a querer experimentar esta receita e agora que finalmente a fiz foi a tristeza total... Só pode ter sido de a bater na máquina. Deve ser como os muffins, não se podem bater, só misturar. Mas foi tão pouco tempo, e pareceu-me melhor para misturar o mel!! Bem, para todos os efeitos, aqui vai a receita, pois se tivesse ficado bem feita, era um sucesso, já que de gosto estava excelente. Aos entendidos na matéria peço desde já umas boas dicas, para além de deixar de ser preguiçosa...

Ingredientes:

- 125 gr. farinha sem fermento
- 250 gr. farinha com fermento
- 1 c. café de erva-doce
- 1 c. café de canela em pó
- 3 cravinhos
- 1 c. café de essência de baunilha
- 200 gr. mel
- 20 gr. cacau
- 1,5 dl. leite
- 1 ovo
- manteiga e farinha q.b para untar a forma

Misturar numa tigela as duas farinhas com a erva doce, a canela e os cravinhos esmagados. Juntar a baunilha, o mel, o cacau, o leite morno, o ovo e misturar muito bem (eu pus na batedeira com as varas de massa a velocidade baixa). Untar uma forma rectangular com manteiga e polvilhá-la com farinha. Deitar nela a massa e levar ao forno a 180Cº durante 45 minutos. Depois de retirar e arrefecer, pode-se polvilhar com açúcar em pó.

* Receita retirada da revista Teleculinária nº 1145