segunda-feira, setembro 25, 2006

Lombinhos de pescada encapotados



Esta forma de cozinhar peixe é uma boa solução para aquele embalado e congelado, que muitas vezes não é assim tão saboroso . Ficam uma maravilha!

- 1 embalagem de lombinhos de pescada (normalmente tem uns 6 ou 7 lombinhos)
- sal, pimenta e sumo de limão q.b.
- 4 c. de sopa de farinha
- 3 ovos
- 2 c. de sopa de azeite
- 1 cebola pequena finamente picada
- 2 c. de sopa de salsa picada

- 0.5 dl de vinho branco
- óleo para fritar

Depois de descongelados, temperar os lombinhos de pescada com sal, pimenta e sumo de limão. Preparar o polme, misturando a farinha com os ovos, azeite, cebola e salsa e o vinho branco (se não ficar bem espesso, acrescentar um pouco mais de farinha). Temperá-lo com sal e pimenta.
Passar os lombinhos um a um pelo polme, envolvendo-os bem. Levá-los a fritar em pouco óleo, bem quente, de ambos os lados, deixando-os douradinhos. Escorrer bem. Servi-os com puré de batata e espinafres, mas devem ficar bem com arroz de tomate ou macedónia de legumes.

* Receita retirada da revista Teleculinária, nº 1147

domingo, setembro 24, 2006

Charlotte de pêssegos


Finalmente consegui convencer a minha prima Ana a partilhar comigo a confecção desta sobremesa, de que tanto gosto e que ela faz quase de olhos fechados! Desta vez fizemos com pêssegos, mas pode ser feita igualmente com outros frutos, como a manga ou ananás. Combinámos para a próxima experimentar com frutos silvestres, também deve ficar óptimo.

- 2 pacotes de natas para bater (200 ml. cada)
- 1 lata de pêssegos em calda
- 6 folhas de gelatina
- 3 c. sopa de açúcar
- 300 gr. palitos la reine
- 1 forma de aro amovível (parte exterior)

Colocar as folhas de gelatina a demolhar em água fria. Cortar 1/4 de cada palito, conforme se pode ver na foto.
Separar os pêssegos da calda e reservar esta, para depois embeber nos palitos.
Reduzir os pêssegos a puré e bater as natas, bem firmes, juntando as 3 colheres de sopa de açúcar.
Colocar o aro, contraído, sobre o prato onde se pretende servir a charlotte, para iniciar a "montagem", pela parte lateral.


Embeber rápidamente, tendo atenção para que não fiquem muito ensopados, as partes mais compridas dos palitos na calda e com elas ir forrando a forma lateralmente, encostando-as bem umas às outras (a calda fará a função de "cola"). Com as pontas restantes forrar a parte de baixo.
Mistura-se a gelatina com a calda que restar e levar ao micro-ondas, para desfazê-la. Envolver a calda com a gelatina no puré de pêssego e por sua vez, esta nas natas. Deita-se o creme no interior da forma de palitos e leva-se ao frigorifico, até ficar bem firme.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Pudim de carne picada


Esta é herança da familia chinesa. Desde que me lembro de existir que é presença fiel na mesa. É óptimo para os miudos, porque misturado com o arroz torna-se fácil de comer e eles adoram!!! É bem simples de fazer, apenas apresenta uma dificuldade: necessitarão de uma panela de diâmetro bem grande, para que nela se possa introduzir o prato fundo de modo a cozer em banho-maria...

- 400 gr de carne picada de vaca
- 1 colher de sopa de farinha maisena
- 5 colheres de sopa de molho de soja escuro
- 2 colheres de sopa de óleo
- 2 ou 3 tirinhas de gengibre fresco (opcional)
- 3 dentes de alho
- sal e pimenta branca
- 7 ovos
- 1 copo e meio de água
- salsa ou cebolinho picado

Com alguma antecedência, tempera-se a carne picada com a maisena, o molho de soja escuro, o óleo, alho, gengibre, sal e pimenta. Colocar no tal prato fundo, numa travessa redonda ou oval, enfim, qualquer coisa que dê para ir ao banho-maria.



De seguida, bater levemente os ovos e juntá-los à carne. Pacientemente misturar muito bem, usando um garfo para o efeito.



Deitar a água por cima, mas sem misturar ou mexer. Fica assim com aspecto feioso,como se pode ver na foto abaixo, mas não desanimar, o resultado vale a pena. Levar a cozer em banho-maria, cerca de meia hora, até ver que quando se introduz um garfo já não saem sucos da carne no orificio feito.



Retirar do lume e salpicar a superficie com um pouco de óleo, molho de soja e salsa picada. Assim que sai do lume, se estiver bem feito, apresentará uma superficie leve e inchada, estilo soufflé, que vai abaixo evidentemente, mas que é uma medida para saber que a água e ovos estão na proporção correcta. Servir de imediato, com arroz branco e vegetais cozidos.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Dashi precisa-se...


Alguém me sabe dizer onde posso, em Lisboa, arranjar temperos japoneses, como o dashi instantâneo e o mirin? Queria fazer esta delicia japonesa chamada oyakodon, vulgo, arroz japonês com galinha e ovo...

sábado, setembro 16, 2006

Etiqueta


Não podia deixar de responder ao desafio colocado pela Elvira. Tanto ela como a Colher de Pau resumiram na perfeição aquilo que considero ser boa educação à mesa, pelo que saliento só alguns aspectos:

- Sentar-se à mesa com vontade e o paladar bem predisposto para experimentar sabores e comidas diferentes do que conhece e come habitualmente. Não há nada que me irrite mais do que pessoas esquisitas e retraidas com algum prato que seja novidade, então quando alguém me diz que não gosta sem ter provado, até fervo!
- A menos que seja para fazer comentários apreciativos, é muito feio criticar o que é servido, dizer que podia ter mais disto ou mais daquilo, etc. Se não for para dizer bem, boca fechada...
- Não fumar durante a refeição, sobretudo quando se encontram não fumadores. Estar a comer e levar ao mesmo tempo com fumo é mesmo muito desagradável (para mim!!!), embora já não diga que não a um cigarro bem apreciado no fim de um bom repasto :)
- Panelas, plásticos, frigideiras à mesa, só mesmo em dia de correria!
- Dispor uma mesa bonita, se bem que simples, quando se tem convidados, é agradável para eles e a refeição ganha um contexto de hospitalidade mais forte. Não sou adepta de muito talher, muito copo, mas gosto de mostrar uns pratos bonitos, uns marcadores, um arranjo de flores discreto. Bem, isto já são manias, não é obrigatório em termos de educação.
- Não arrotar à mesa .... é pavoroso!

Fora isso, venham as jantaradas... :)

sexta-feira, setembro 15, 2006

Beringelas recheadas


Pediram-me para postar uma receita de beringelas recheadas, que desde já admito não ser dos meus pratos favoritos. Mas sei de quem gosta disto à brava, além de que fica indiscutivelmente bonito para entrada, por isso aqui vai uma receita simples. No Ardeu a Padaria encontram duas variantes um pouco mais sofisticadas e com maior probabilidades de satisfazerem um paladar exigente, e que estão certamente na calha para um dia destes.

- 4 beringelas médias
- 1 tomate maduro
- 2 queijos frescos, tamanho pequeno
- 2 c. de sopa de salsa picada
- 1 c. de sopa de nozes picadas
- 2 ou 3 dentes de alho
- 2 c. de sopa de pão ralado
- sal grosso, azeite, pimenta

Cortar as beringelas ao meio, no sentido do comprimento e retirar a polpa com a ajuda de uma colher pequena, tendo o cuidado de deixar a casca bem fina. Polvilhar as beringelas com o sal grosso e deixá-las escorrer com a casca virada para cima. Picar finamente a polpa e levá-la ao lume, com um pouco de azeite, o tomate pelado e picado, a salsa, o queijo bem desfeito, as nozes e alho. Temperar com sal e pimenta e misturar bem. Dispor as beringelas num tabuleiro untado com manteiga e levar a forno médio cerca de 20 minutos. Retirar do forno e encher as ditas com o preparado. Polvilhar com pão ralado, regar com azeite e levar a gratinar.

domingo, setembro 03, 2006

Ananás com creme de mascarpone


Esta sobremesa é do tipo das que gosto mais agora no Verão, pois tem fruta, é fresca e o mascarpone bem batido fica divino.

- 1/2 ananás ou abacaxi (à volta de 900 gr. quando inteiro)
- 200 gr. de açúcar
- 4 gemas
- 2 claras
- 1 embalagem de queijo mascarpone de 250 gr.


Cortar o ananás aos cubinhos. Deitar 100 gr. de acúcar e 2 colheres de sopa de água numa frigideira, de preferência antiaderente, e levar ao lume até caramelizar. Junta-se o ananás e envolve-se bem. O ananás vai libertar água, tornando o caramelo numa espécie de calda mais diluida. Á parte, bater as gemas com o restante açúcar e incorporar o mascarpone. Bater até ficar bem em creme macio e nessa altura juntar as claras batidas em castelo. Coloca-se a calda do ananás numa taça e por cima o creme de mascarpone. Leva-se ao frigorifico umas horas, antes de servir. Aconselho a não deixar mais do que 4 ou 5 horas, pois lentamente o creme vai-se começando a diluir na calda, e para além da sobremesa perder o efeito, fica demasido liquida.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Dourada assada no forno


Este peixe fica óptimo e não tem nada que saber. Em 10 minutos está pronto para ir ao forno. Só é preciso ter em atenção a quantidade de sal que se adiciona à pasta, pois a massa de pimentão já é por si bem salgada. Pode ser igualmente feito com outros peixes, como o pargo, por exemplo.

- Uma dourada com cerca de 1,5 Kg
- 4 dentes de alho
- 2 colheres de sopa de pimentão
- 1 pequeno molho de coentros
- sal e azeite q.b.

Começa-se por limpar e lavar o peixe, fazendo-lhe depois uns cortes no lombo, na diagonal. Colocar no recipiente da picadora 1,2,3 os coentros, o sal, o alho, a massa de pimentão e 2 dl de azeite (para os mais tradicionais há sempre a opção do almofariz). Antes de ter a filhota também lhe juntava uma pequena malagueta, fica muito gostoso. Picar até os ingredientes estarem bem misturados e quase fazer uma pasta. Barra-se o peixe com esta pasta e coloca-se numa travessa, untada com azeite, para ir ao forno.


Levar ao forno, a cerca de 170º, regando o peixe de tempos a tempos com o próprio molho. Se achar que está a secar muito, vá borrifando com água e azeite. Serve-se com batata cozida com casca.

quinta-feira, agosto 31, 2006

O fricassé foi-se, ficou o frango...


No outro dia andava meio distraida a arrumar as coisas em casa e lembrei-me de fazer para o almoço um frango à fricassé, que é um prato que gosto muito, além de rápido a cozinhar. Arranjei o frango, mas lá está, andava na lua e só quando o pus no tacho, a saltear na cebola, é que me lembrei que não havia ovos. Lá pedi ao marido para ir comprar meia duzia, mas passados 10 minutos ponho as mão à cabeça: O limão! A salsa! Ora frango à fricassé sem ovos e sem limão, nem com a vontade toda do mundo! Olhei para a despensa e o resultado foi este que se segue...

Como disse, fiz um bom refogado com azeite, cebola picada e alho e juntei-lhe os pedaços de um frango, sem pele. Quando o frango já estava todo alourado, despejei-lhe sem cerimónias uma lata inteira de tomate aos pedaços, daquele temperado com ervas. Juntei-lhe um pouco de vinho branco e água para fazer molhinho e quando o frango já estava práticamente cozido adicionei-lhe uma lata de cogumelos laminados. No fim, para realçar ainda mais a componente mediterrânica deste improviso, lembrei-me de espalhar azeitonas cortadas por cima, e ficou mesmo bom!!!

segunda-feira, agosto 28, 2006

Muffins com doce de framboesas


A minha filha vai entrar num colégio, agora para os três anos, no qual vai ter de passar a levar lanches diáriamente. Achei por bem relançar-me na confecção de muffins, bolos e biscoitos, com uma leve esperança de retardar o consumo de Bollycaos e coisas do género... Estes muffins são muito agradáveis, de sabor discretamente abaunilhado, sobrepondo-se o doce da compota de framboesas.

Ingredientes (8 a 10 muffins):

- 1 + 1/2 chávenas de farinha de trigo
- 1/2 chávena de farinha custard
- 3 colheres de chá de fermento em pó
- 1/4 chávena de açúcar
- 100 gr. de manteiga
- 2 ovos
- 1 chávena de leite
- compota de framboesas

Peneire as farinhas e o fermento para uma tigela. Junte o açúcar e misture. Derreta a manteiga. Bata os ovos juntamente com o leite. Junte ambos à mistura das farinhas e misture rápidamente, sem bater. Como são muffins, não há problema em haver grumos. Encha até metade as formas e coloque uma colher de chá de compota em cada uma. Cubra com a restante massa até as formas ficarem com 2 terços da sua capacidade. Leve ao forno a 190º durante cerca de 20 minutos. Quando retirar do forno, coloque-os numa rede para arrefecerem.

domingo, agosto 27, 2006

Bacalhau com brôa


Esta receita foi passada pela minha querida amiga Inês, e por várias vezes foi prato principal de boas jantaradas com amigos, por isso tenho um "afecto" especial por ele. É um cozinhado que pede doses generosas de coentros, alho e sobretudo, azeite, porque a brôa faz secar bastante o preparado. Desta vez fiz as doses a dobrar porque tinha a família a almoçar, e deu para uma travessa gigante.

Ingredientes para 8 pessoas:

- Uma ou duas brôas de milho bem grandes (à volta de 2 Kg)
- 4 lombos de bacalhau
- 1 pimento vermelho cortado em tiras
- 200 gr. de bacon em tiras
- Azeite, alhos, pimenta
- Coentros
- 1 cebola grande
- Sumo de 1/2 limão
- 1/2 lt. de leite

Demolha-se préviamente os lombos de bacalhau, pelo menos com uma hora de antecedência, no leite temperado com o sumo do limão e com a pimenta. Desfaz-se o miolo da brôa, temperando-o de seguida com os coentros picados, azeite e alho picado. A brôa deve ficar toda ligeiramente humedecida com o azeite, mas não ensopada.

Desfaz-se o bacalhau em lascas, limpando-o das peles e das espinhas e reserva-se o leite em que demolhou. Desta vez desfi-lo a crú, mas provávelmente será mais fácil dar-lhe uma fervura no leite, antes de o lascar. Junta-se o leite em que o bacalhau demolhou à brôa e mistura-se bem. Refoga-se a cebola e 2 ou 3 dentes de alho picados, e junta-se os pimentos, o bacon e o bacalhau. Deixa-se cozinhar, mexendo de vez em quando, cerca de 20 minutos.


Numa travessa untada com azeite deita-se metade da brôa, a mistura do bacalhau e coloca-se a restante brôa por cima deste. Salpica-se com mais um pouco de azeite e vai ao forno a alourar. Serve-se com salada.

sábado, agosto 26, 2006

Bavaroise de Café


Esta sobremesa era recorrente quando vivia em casa dos meus pais, porque eu e o mano somos doidos por ela. A baunilha combina lindamente com o café, por isso tenho o cuidado de utilizar sempre esse ingrediente. Quando não tenho paciência para enformar a bavaroise deito o creme numa taça e vai ao frio assim mesmo. Não se perde nada no sabor, que é delicioso. É preciso cuidado com o doseamento do açúcar, porque para bater as natas junta-se sempre algum, correndo-se o risco de deixar a bavaroise demasiado doce, para o meu gosto pelo menos.

Ingredientes:

- 6 folhas de gelatina
- 1/2 lt. de leite
- essência de baunilha
- 5 colheres de sopa de café solúvel (tipo Nescafé)
- 6 gemas de ovo
- 150 gr. de açúcar
- 1/2 lt. de natas
- Alguns grãos de café e chantilly para enfeitar (facultativo)

Demolha-se a gelatina em água fria. Num tacho, leva-se o leite a ferver com a baunilha e uns momentos antes de retirar do lume junta-se o café instantâneo (daquele que normalmente juntamos ao leite). Num recipiente, bate-se as gemas com o açúcar, de preferência com batedeira eléctrica, já que é mais rápido. Mexendo sempre, junta-se o leite misturado com baunilha e o café e passado por um passador. Leva-se o creme a lume brando, até ferver, mexendo sempre . Retira-se do lume e adiciona-se a gelatina, misturando bem até à sua dissolução, e deixa-se esfriar. Bate-se as natas com cerca de 2 colheres de sopa de açúcar e juntam-se ao creme, quando este estiver bem frio (pus as natas no congelador meia hora antes). Deita-se o preparado numa forma própria, levemente untada com óleo e vai ao frigorifico pelo menos 3 horas. Passado o tempo indicado, mergulhe a forma em água quente para ajudar a desenformar. Se quiser, pode-se enfeitar o centro e os lados da bavaroise com grãos de café e chantilly. Cuidado com o chantilly no centro da bavaroise, pois vai fácilmente abaixo... deu tempo para a foto!

segunda-feira, agosto 21, 2006

Soube a figo...

Recém-chegadinha de mais uma semana de férias no Algarve, em casa da querida tia-avó Inês, é com saudades que me proponho voltar às lides culinárias. Entre o calor, a lassidão da praia, a excitação das brincadeiras com a filhota e dois ou três cozinheiros de serviço lá em casa, tenho de confessar que a prática culinária resumiu-se muito a uma ajuda nos grelhados (que isto de poder cozinhar com brasas é quase anual e tem de se aproveitar), nas saladas ou numa massinha de vez em quando.
Assim sendo, apenas dois pormenores a apontar: fartei-me de comer figos, diáriamente colhidos das figueiras, que me tiraram do sério, gordinhos e doces como mel, que maravilha! Para meter inveja aos apreciadores destas delicias (ihihihi!), aqui posto a foto, dos que mais gosto, que são os roxos. Nham nham nham...
O outro, foi uma açorda, levemente sabendo a bacalhau, acompanhando carapauzinhos fritos, feita pela tia Inês. Esta é daquelas coisas que eu sei que posso fazer, mas feita por ela sabe sempre melhor! Ela faz tudo vagarosamente, colocando cuidado em todo o pormenor, e ainda por cima utiliza o pão regional, que faz toda a diferença!
É tudo a olho! Cozeu-se uma pequena posta de bacalhau com dois ou três dentes de alho. Com essa água, demolha-se as fatias de pão, que quanto mais tipo caseiro e/ou regional melhor. Num tacho refoga-se uma boa cebola picada com azeite e louro e junta-se tomate maduro cortado em pedaçinhos. Quando estiver bem puxado, junta-se o bacalhau bem desfiadinho. Atenção, que a açorda não é de bacalhau, é para ter um leve sabor a este, por isso é mesmo uma pequenina posta, ou parte de uma grande. Mistura-se bem, mexendo frequentemente. No fim junta-se o pão bem demolhado e mexe-se muito bem, para ficar género papa mesmo. Polvilha-se com coentros picados e serve-se com os carapauzinhos fritos. Para fazer estes não há nada que saber: lavá-los e temperá-los com sal, passar por farinha e fritar. Aqui fica para abrir o apetite...

domingo, agosto 06, 2006

Salada de camarão com canónigos


Esta história dos canónigos é recente para mim, pois só me dei conta de que existia tal coisa há cerca de um ano, quando começei a utilizar mais daqueles legumes já lavados e embalados, que se vendem agora na maioria dos supermercados. O certo é que já me rendi ao seu sabor, entre o ácido do agrião e o sabor mais suave do espinafre, além de que as folhas são tenrinhas, muito agradáveis de ingerir. De qualquer forma, se não conseguirem encontrá-los, façam esta salada com agrião, pois fica também muito boa , na minha opinião. Nestes dias de calor, nada há mais agradável que uma salada fresca, acompanhada de um bom sumo de fruta.

Ingredientes:

- 300 gr. de camarão pequeno descascado
- 100 gr. de rebentos de soja
- 200 gr. de folhas de canónigos
- 1 colher de sopa de sementes de sésamo
- 2 colheres de sopa de molho de soja
- 1 colher de sopa de vinagre
- 2 colheres de sopa de óleo
- 1 colher de chá de açúcar mascavado

- 2 dentes de alho
- sal, pimenta branca e margarina


Derreta um pouco de margarina num wok e salteie o alho picado. Junte o camarão, deixando saltear e mexendo durante cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta moída na altura. Lave e escorra os rebentos de soja e junte-os ao camarão. Deixe saltear uns 2 minutos e adicione uma mistura feita com o molho de soja, o vinagre e o óleo. Polvilhe com o açúcar mascavado e mexa. Retire do lume e deixe arrefecer. Numa saladeira, disponha as folhas de canónigos e por cima a mistura dos camarões. Por fim salpique com as sementes de sésamo. Normalmente só antes de servir é que misturo tudo, para as folhas de canónigos ficarem com o gosto do molho doce. Experimentei esta salada a partir de uma receita da revista "Saberes e Sabores", e devo dizer que é óptima, além de bastante rápida de fazer.

quinta-feira, julho 27, 2006

Frango à "Flinstones"


Dei-lhe este nome porque há tempos ouvi alguém chamar a umas avantajadas pernocas de frango panadas marretas dos Flinstones e achei piada à atribuição, mas desenganem-se, que esta receita não traz nada de novo para além de umas simples coxas de frango panadas... Não resisti a postar esta fotografia, em que apanhei em flagrante a gulosa júnior lá de casa a deitar a mão à "marreta". O segredo parece-me ser temperar muito bem os pedaços de frango, e dar uma "entaladela" antes de as panar e fritar. Utilizei 8 coxas de frango e temperei-as generosamente com sumo de meio limão, alho picado, sal e um pouco de pimenta branca, de um dia para o outro. Levei-as à panela de pressão com intensidade média cerca de 10 minutos. Depois de escorrê-las, passei-as por ovo batido e de seguida pelo pão ralado. Para ficarem bem panadas, utilizei o truque do saco de plástico. Enchi o dito com pão ralado, pus umas 2 ou 3 coxas lá para dentro, fechei o saco e diverti-me a chocalhá-las e apertá-las até ficarem como deve ser. Aquece-se bem o óleo (esta é a parte chata, pois é uma pena que os fritos saibam tão bem e façam tão mal...) e fritam-se as coxas, virando até ficarem lourinhas por igual. Da água da cozedura do frango fiz arroz, que fica delicioso. Boas marretadas!!!

Raviolis com camarão e courgettes

Para este prato utilizei os raviolis frescos, recheados com cogumelos, da Milaneza. O aneto é uma erva, género um funcho de folhas pequeninas, muito aromático e que normalmente utilizo quando faço peixe cozido, já que lhe dá um gosto especial. Como nem sempre encontro rúcula, ignorei-a destavez e ficou óptimo na mesma, por isso sugiro que façam o mesmo.


Ingredientes:

- 2 courgettes
- 100 gr. de rúcula (opcional)
- 100 gr. ervilhas
- 50 gr. manteiga
- 250 gr. de camarão descascado
- 4 cl. vinho branco
- 1 pacote de natas
- 500 gr. de massa recheada com cogumelos (raviolis, tortellini)
- 20 gr. de aneto picado
- sal, pimenta branca, azeite

Lava-se as courgettes, retiram-se as extremidades e cortam-se às rodelas (sim, com casca!). Pica-se a rúcula. Escalda-se as ervilhas em água a ferver, ligeiramente salgada, cerca de 5 minutos. Passado esse tempo junta-se as courgettes e a rúcola mais 2 minutos. É importante respeitar estes tempos, sobretudo pelas courgettes, que cozem muito depressa, o que não nos convém, pois começam a desfazer. Põe-se a escorrer. Numa frigideira larga derrete-se a manteiga e junta-se a mistura dos legumes, bem escorrida. Passados 5 minutos junta-se os camarões e o vinho branco e mexe-se.
Tempera-se com o sal e a pimenta branca.


Tapa-se e fica a cozinhar em lume médio, uns 10 minutos, até os camarões estarem cozidos, mexendo de vez em quando. Se o molho secar muito adicione água ou mais um pouco de vinho branco. Junta-se as natas e mistura-se bem. Coze-se a massa à parte. Depois de bem escorrida, deita-se o molho por cima desta e salpica-se com o aneto picado.

sábado, julho 22, 2006

Tagliatelle al ragú


Esta receita foi-me ensinada pelo meu pai, que teve a paciência de a traduzir, a partir de um dos livros da Time Life, "Cookery around the world: Italy". Segundo o livro, é uma receita típica da região de Bolonha. Eu digo que é excelente para variar da bolonhesa tradicional, devido em grande parte à junção do aipo com a cenoura, que dá um sabor fora de série ao molho. Desta vez não tinha tagliatelle e fiz com esparguete, mas a primeira opção é mais saborosa.

Ingredientes (4 pessoas):

- 500 gr. de tagliatelle (fresco de preferência)
- 400 gr. de carne picada (vaca e/ou porco)
- 50 gr de presunto e 50 gr de bacon
- 1 cebola grande
- 2 cenouras
- 1 pé de aipo
- 12,5 cl. vinho tinto
- 12,5 cl. de caldo de carne
- 500 gr. tomate maduro
- 2 ou 3 dentes de alho
- 1/4 de litro de leite
- 400 gr. de tagliatelle
- azeite, 1 folha de louro, salsa picada, manteiga ou margarina, queijo parmesão ralado, sal e pimenta q.b.

Pique a cebola finamente e corte em cubinhos pequenos a cenoura, o pé de aipo, o presunto e o bacon. Derrete-se a manteiga numa frigideira larga, juntando-se-lhe a cebola, o presunto e o bacon, mexendo sempre. Junta-se os cubinhos de cenoura e aipo, bem como a salsa picada e o louro e cozinha-se mais uns 10 minutos. Adiciona-se a carne picada e salteia-se até ficar toda alourada. Junta-se o vinho tinto, deixando cozer tapado até o liquido se evaporar. Junta-se o caldo de carne, mexendo continuamente. Pelam-se e trituram-se os tomates, caso sejam frescos (quando estou com pressa uso enlatados) e juntam-se ao molho da carne, assim como os dentes de alho. Tempera-se de sal e pimenta e deixa-se cozinhar uns 20 minutos, ao fim dos quais junta-se o leite. Fica a cozer até este evaporar. À parte, coze-se a massa al dente e para servir, basta pô-la numa travessa, deitar o molho por cima e o parmesão ralado, ao gosto de cada um.

segunda-feira, julho 03, 2006

Docinhos de Coco


Confesso que não tenho grande apetência para fazer bolinhos e biscoitos, mas estes docinhos de coco foram sempre daqueles que saíram bem e são muito simples de fazer. Os ingredientes são: cerca de 250 gr de coco ralado,1 lata de leite condensado, 50 gr de amêndoas torradas e laminadas, manteiga e farinha q.b.

Numa tigela, mistura-se o coco ralado com o leite condensado e bate-se durante uns 10 minutos até se obter uma massa macia e homogénea. Com as mãos forma-se bolinhos pouco maiores que nozes e no cimo de cada coloca-se um pinhão ou lâminas de amêndoa. Unta-se um tabuleiro com manteiga e polvilha-se com farinha. Vai ao forno cerca de 15 minutos até ficarem dourados. Pode-se utilizar coco fresco, embora nunca tenha experimentado.


quinta-feira, junho 22, 2006

Entrecosto de porco com mel




Este entrecosto fica simplesmente delicioso. Foi o meu pai que me ensinou, daí as influências chinesas na utilização do molho de soja e o gengibre. Há qualquer coisa no adocicado deste que dá vontade de comer sem parar... Habitualmente compro-o numa loja de produtos chineses nos Restauradores, num centro comercial pequenino e antigo que fica mesmo ao lado do Elevador da Glória. Há um molho mais escuro e outro mais claro, e pelo que aprendi com a ascendência oriental familiar, se o primeiro é mais utilizado para temperar antes de cozinhar, o segundo já é mais utilizado para condimentar directamente o alimento. É daquele que se encontra normalmente nos restaurantes chineses em cima da mesa e que usamos para temperar os crepes ou o arroz. Penso que também haja nos hipermercados, mas segundo o meu pai não chega aos pés daquele, que é O SPECIAL ONE. Ihihihihih...

Ingredientes:

- 1 Kg entrecosto de porco inteiro, estilo "piano"
- gengibre em pó e sal
- molho de soja "escuro"
- mel
- 5 ou 6 dentes de alhos picados
- whisky
- Margarina para culinária

Convém temperar de véspera o entrecosto, e para isso massaja-se a carne com cerca de 2 colheres de sopa de mel, com os alhos bem picadinhos, o sal, o gengibre e cerca de 1/3 de um copo de molho de soja. Não é preciso abusar muito deste, mas convém que a carne fique toda por igual com o tom acastanhado do molho. Salpica-se a carne com cerca de 2, 3 colheres de sopa de whisky. Aquece-se o forno a cerca de 200 ºC, e espalham-se nozes de margarina por cima da carne. Não costumo pôr muita margarina, porque prefiro o molho mais para o fluido, resultado do molho de soja, do que muito gorduroso, e consequentemente, espesso. Assar lentamente em forno médio, molhando e virando regularmente a carne. Se o molho for secando muito, pode-se juntar um pouco de água e/ou molho de soja. Servir com arroz salteado com legumes ou então arroz branco e a acompanhar couve chinesa cozida. Bom apetite!




quarta-feira, junho 21, 2006

Ovo estrelado

E pensar que uma coisa tão simples nem sempre sai bem..

"Aqueça uma frigideira pequena e antiaderente com o fundo coberto de azeite. Quando este estiver bem quente, parta a casca na borda da frigideira e com jeito "despeje" o ovo, que deve estar á temperatura ambiente. Tempere com sal e com uma espátula vá salpicando a gema com o azeite, de modo a que fique lentamente com uma cobertura fina esbranquiçada. Pode cozer mais ou menos conforme o gosto."

Que outra forma melhor de iniciar um blog de culinária se não com a lição número um de qualquer aspirante a cozinheiro, o velhinho e gostoso ovo estrelado? Espero que este blog sirva de inspiração e alguma ajuda a todas as pessoas, que como eu, têm o "bichinho" da culinária e a todos os que gostam de mimar a barrigota, seja a nossa seja a dos outros, com tudo a que esta tem direito!!! Porque a minha filhotinha de 2 anos quase 3 nem sempre me tem deixado muito tempo para novas "aventuras" gastronómicas e porque hoje em dia andamos sempre no corre-corre, vou essencialmente postar receitas simples, que possam ser fácilmente feitas e que se vão aprendendo com os familiares, amigos e que
me têm acompanhado nestes 30 anos de vida.