
Embora goste imenso de legumes e vegetais (adoro brócolos, espinafres, couves de bruxelas, alface, quase todos!) tentando que estejam sempre presentes em qualquer refeição, das principais, houve algo que não me convenceu de imediato nesta receita, cujo original a qualifica de "vegetariana". Achei-a super moderna e que a carne não faria assim tanta falta! Na fase de saltear os legumes cheguei a pensar que não ia aguentar esperar pelo resultado, porque o cheiro estava fenomenal, e ainda melhor ficou quando lhe juntei o queijo e foi ao forno. Achei que ia comer a travessa toda!!! A sucessão de pensamentos foi a seguinte: Primeira garfada: Delicioso!!! Segunda: Bem se calhar pus beringela a mais...Terceira: Ou demasiada batata? Será queijo a menos! Ao fim de seis ou sete: Mas não passa disto??? E se lhe juntasse um pouco de bacon?
Parecia que lhe faltava alguma coisa. O meu marido manifestou-se várias vezes, perguntando-me se aquilo era só batata. Fiquei meio desconsolada, mas no dia seguinte, a minha empregada, que é vegetariana, comeu dois pratos e desunhou-se em elogios, pedindo-me se podia levar o resto para casa. Só há uma conclusão a tirar, o problema é nosso e deste hábito da carne, assumidamente!!! Por isso, vou voltar a fazê-la, provávelmente como acompanhamento, sobretudo para o marido. Houve algo que gostei bastante no meio disto tudo. Da sensação de leveza, podíamos de facto comer uma pratada que não é comida de ficar com a sensação de enfartada... Bem, tirem as vossas conclusões!
- 1 beringela
- 1 courgette
- 3 tomates maduros
- 1 cebola
- 1 pimento vermelho, pequeno
- 2 dentes de alho
- 800 gr de batatas
- 1 dl. de azeite
- sal, pimenta e tomilho
- 80 gr de queijo da ilha (usei S. Jorge e pus mais)
Limpar a beringela e a courgette e cortar-lhes as extremidadas, sem as descascar. Cortá-as em cubos, bem como os tomates. Cozer as batatas em água com sal, pelá-las e cortá-las em rodelas. Descascar e cortar a cebola às rodelas. Num tacho, saltear a cebola com os dentes de alho picados, até refogarem levemente. Juntar os restantes legumes, excepto as batatas, e mexer até ficarem meio cozidos e temperar com sal, pimenta e tomilho. Num tabuleiro de ir ao forno, colocar metade do preparado dos legumes, cobrir com as batatas em rodelas, com outra camada de legumes e o pimento às rodelas finas. Polvilhar com queijo e levar ao forno cerca de 45 minutos, a 160º. Servir de imediato.
* Receita retirada da revista Teleculinária, nº1180.
Esta também vem dos antigamentes, lá em casa dos meus papás. Tento sempre que possivel utilizar peixe fresco, normalmente o pargo, por ser mais ou menos acessivel. Se for com um goraz ou com garoupa ainda fica melhor, mas infelizmente os preços desses peixes andam proibitivos. É muito fácil de fazer. A utilização do óleo é pouco usual na cozinha nacional, mas é assim que se faz mesmo, servindo só para molhar e amaciar a camada exterior do peixe.
- 1 pargo com peso à volta de 1,200 Kg
- molho de soja
- 2 ou 3 pedaços de gengibre fresco
- 2 dl. de óleo
- salsa ou cebolinho picado
- 6 dentes de alho laminados
É simplesmente assim: cozer o peixe. Se for em água, para quem não tem meio de o fazer em banho-maria ou vapor, deitar o gengibre na água e sal, este mais contidamente. Cozer não mais do que 15,20 minutos, para não perder demasiado o gosto. Se cozerem em vapor, colocar o gengibre em tirinhas por cima do peixe. Já aqui alguém percebeu que sou fã de gengibre? Acho que o aroma único, no peixe então fica estupendo. Entretanto levar a ferver o óleo num tachinho e deitar o alho, até este alourar. Isto é para ser feito de forma a coincidir o momento em que eles alouram com o momento de retirar o peixe do lume, porque tem de se deitar este óleo ainda bem quente no dito. O contacto entre os dois vai fazer a pele estalar, como se fritasse só esta superficie. É verdade, antes de se escaldar o peixito com o óleo, regá-lo com o molho de soja antes. Por fim, espalha-se as ervas por cima e serve-se, no meu caso, com arroz e legumes. Desta vez fiz courgettes salteadas, ficou óptimo. Ao servirem, não encharquem o peixe nem o arroz no molho, porque a sua presença discreta é suficiente para dar um gosto único a este prato.